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SP

Líder comunitária é encontrada morta em São Paulo após relacionamento abusivo desgastante

Tatiana Gonçalves Pereira, uma respeitada líder comunitária de 45 anos, foi encontrada morta na sua residência, localizada na zona leste de São Paulo, na madrugada de quarta-feira, 20 de maio. De acordo com relatos de vizinhos, a vítima vivia em um relacionamento abusivo com seu companheiro, que ainda não foi localizado.

O trágico episódio ocorreu na rua Diogo Alvares, no Jardim Iguatemi, na região de Cidade Tiradentes. Conforme apurado pela Folha de S.Paulo, a filha de Tatiana, Sara Gonçalves Pereira, não conseguia contato com a mãe há alguns dias e decidiu ir até a casa dela.

“A última vez que falei com ela foi na terça-feira, 12 de maio. Ela estava respondendo normalmente, mas depois disso não obtive mais resposta. Os vizinhos também tentaram contato, sem sucesso”, contou Sara em entrevista à TV Globo.

Ao chegar, Sara encontrou a porta da casa trancada com corrente e cadeado. A Polícia Militar foi chamada e notou um forte odor característico de decomposição. As autoridades arrombaram a porta e localizaram o corpo de Tatiana caído no chão.

Há sete anos, Tatiana mantinha um relacionamento com um homem de 53 anos. Segundo a filha, vizinhos relataram que ouviram brigas entre o casal na noite anterior à descoberta do corpo, e que, no dia seguinte, o companheiro havia deixado a casa e trancado a porta.

“Ele tinha ciúmes excessivos e frequentemente discutiam por conta do consumo de álcool dela”, revelou Sara, acrescentando que a mãe frequentemente falava sobre as brigas que tinham. Uma vizinha também confirmou que Tatiana era frequentemente agredida pelo marido.

Tatiana era presidente do Instituto ABC Pela Vida, uma organização dedicada a apoiar mulheres em situação de violência doméstica e vulnerabilidade na região de Cidade Tiradentes. Sua amiga, Sandra Souza, enfatizou a relevância do trabalho de Tatiana: “Ela ajudou muitas mulheres a superarem a dependência do companheiro. É uma tragédia que, infelizmente, ela mesma tenha se tornado uma vítima.”

Ainda segundo a Folha de S.Paulo, o companheiro de Tatiana continua foragido. O caso foi registrado como morte suspeita no 49º Distrito Policial de São Mateus. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) foi contatada, mas ainda não se pronunciou sobre os detalhes da investigação.

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