
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou na quarta-feira (20) que o Ministério da Justiça e o Itamaraty adotem as medidas necessárias para iniciar o processo de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli.
De acordo com informações divulgadas pela CNN, a Corte de Apelação da Itália havia autorizado, em março, a extradição de Zambelli para que ela cumpra pena no Brasil.
Em decisão anterior, o STF condenou a ex-parlamentar a dez anos de prisão por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsificação de documentos. Posteriormente, ela foi novamente condenada a cinco anos e três meses de prisão por perseguir um homem com uma arma na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022.
Após as condenações, Carla Zambelli fugiu para a Itália em julho do ano passado e foi detida no país após ser incluída na Difusão Vermelha da Interpol como foragida internacional.
O governo brasileiro formalizou um pedido de extradição às autoridades italianas, que aceitaram a solicitação após um longo processo judicial. No entanto, ainda há recursos pendentes relacionados ao caso.
Uma audiência crucial deve ocorrer na próxima sexta-feira (22), onde a defesa de Zambelli argumentará que ela é uma perseguida política no Brasil e que não recebeu um julgamento justo.
Adicionalmente, o governo brasileiro acompanhará o desdobramento do julgamento através da Embaixada na Itália e da Advocacia-Geral da União (AGU).
Com o processo de extradição em andamento, Carla Zambelli deverá ser enviada de volta ao Brasil sob escolta policial e, posteriormente, ficará presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, também conhecida como Colmeia.



