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A viúva do piloto da Polícia Civil Felipe Marques Monteiro utilizou suas redes sociais nesta segunda-feira, 18 de maio, para compartilhar um desabafo sobre a morte trágica do policial. Segundo informações publicadas pelo O Globo, Felipe passou 423 dias internado após ser atingido por um tiro na cabeça durante uma operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) na Vila Aliança, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Em um relato emociante, Keidna Marques expressou estar “anestesiada” com a perda do marido, mas destacou sua gratidão por ter estado ao lado dele durante toda a difícil jornada desde março de 2025. “Eu ainda estou anestesiada com tudo o que aconteceu, mas também muito grata por Deus ter me permitido cuidar de você nesses 423 dias em que não saí do seu lado”, escreveu Keidna em seu perfil no Instagram.
Felipe faleceu em um domingo recente, mais de um ano após ter sido baleado enquanto pilotava um helicóptero da Polícia Civil. O policial enfrentou uma severa batalha pela saúde, tendo perdido cerca de 40% do crânio e passando por diversas neurocirurgias, longos períodos de internação na UTI e uma série de tratamentos de reabilitação.
O caso reitera os riscos enfrentados pelos agentes de segurança no combate ao crime no Rio de Janeiro, além de trazer à tona questões sobre a segurança pública e o estigma sobre o tratamento de feridos em operações policiais. As consequências do ocorrido continuam a reverberar na comunidade e entre os familiares dos que operam nas forças de segurança.



