
O diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Alexandre Furlan, manifestou, em audiência na Câmara, que as críticas à proposta de redução da jornada de trabalho, bem como ao debate sobre a escala de trabalho 6 X 1, são fundamentadas em preocupações econômicas e não constituem mera reclamação do setor empresarial. A declaração ocorreu em 18 de maio de 2026.
Furlan rejeitou a ideia de que sua posição seja uma defesa egoísta de interesses empresariais. Ele ressaltou: "Não queremos que digam que o que falamos é apenas ‘chororô de empresário’, que não visa o bem do trabalhador."
Polêmica em Torno da Redução da Jornada
A proposta de redução da jornada de trabalho se tornou uma das prioridades do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste ano eleitoral. Em sua fala, Furlan afirmou que a discussão atual deixou de lado as particularidades dos variados setores econômicos brasileiros.
Ele alertou que o debate não pode ser simplificado a uma sedutora proposta política que ignore as reais implicações econômicas. "O que vemos atualmente é um canto da sereia enganoso do ponto de vista econômico", destacou Furlan.
Efeitos da Redução da Carga Horária
O diretor da CNI também enfatizou que a diminuição da carga horária deve, idealmente, ser resultado de um aumento efetivo da produtividade, e não uma premissa inicial. Segundo ele, essa redução, sem o correspondente aumento de produtividade, pode acarretar em aumento dos custos tanto para empresas quanto para consumidores.
Furlan destacou que setores que operam continuamente, como siderúrgicas e indústrias cerâmicas, encontrariam dificuldades para se adaptar a novas escalas de trabalho. Ele argumentou que "o caminho responsável é fortalecer o que já funciona", mencionando a importância de negociações coletivas, educação, qualificação profissional, inovação e segurança jurídica.
Assista ao Vídeo
O momento em que Furlan discute esses pontos pode ser visto no vídeo abaixo:
Conclusão
As declarações de Alexandre Furlan refletem a preocupação do setor industrial com os impactos de políticas que podem parecer benéficas em um primeiro momento, mas que precisam ser discutidas de forma mais aprofundada, levando em consideração a diversidade das necessidades dos diferentes setores da economia.
Fontes: Poder 360



