
Carlos Bolsonaro (PL), ex-vereador do Rio de Janeiro, voltou a criticar Romeu Zema (Novo) após o ex-governador afirmar que considera “uma página virada” o recente atrito com os integrantes da família Bolsonaro. A declaração foi feita em 16 de maio de 2026.
Em uma postagem no X (antigo Twitter), Carlos Bolsonaro ironizou a declaração de Zema ao compartilhar uma reportagem sobre a fala do ex-governador. “Onde o ‘liberal’ enfiou o grande milho? O resto da cena é só coincidência!”, escreveu Carlos.
Onde o “liberal” enfiou o grande milho?
O resto da cena é só coincidência! https://t.co/DNOWNDAB1l— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) May 16, 2026
A reação de Carlos veio após Zema expressar sua “decepção” com revelações sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, mas negou um rompimento político com o grupo bolsonarista. Durante um encontro estadual do Novo em Belo Horizonte, Zema afirmou que agiu conforme seus “princípios e valores” ao criticar Flávio publicamente.
“Esse fato me decepcionou e eu agi de acordo com meus princípios. Prezo pela transparência”, declarou Zema.
O conflito teve origem na divulgação de mensagens e áudios que indicam que Flávio Bolsonaro solicitou recursos a Vorcaro para finalizar o filme “Dark Horse”, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na época, Zema considerou esse ato como “um tapa na cara do brasileiro”, gerando reações de aliados do ex-presidente e membros do PL.
No dia 15 de maio, Flávio classificou Zema como “precipitado” ao criticá-lo sem ouvir sua versão. O senador reiterou que, ao criticar antes de ouvir, Zema lhe negou “o benefício da dúvida”. “Ele se equivocou em se antecipar e me pré-condenar. Eu jamais faria isso com ele”, afirmou Flávio.
Eduardo Bolsonaro (PL), ex-deputado e irmão de Carlos, também se manifestou. Ele acusou Zema de explorar politicamente a situação de Flávio e lembrou que o partido Novo em Minas Gerais recebeu R$ 1 milhão em doações de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel, que foi preso pela Polícia Federal na mesma semana.
Ainda assim, Zema defendeu que não houve ruptura com o PL e ressaltou a importância da união das candidaturas de direita para um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de 2026. “Sempre respeitei muito o presidente Bolsonaro e atuei ativamente no segundo turno dele no estado”, concluiu.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
As informações foram extraídas de reportagens divulgadas pelo portal Estadão. Para mais detalhes, acesse a fonte original.



