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Brasil

Zema recua em críticas a Flávio Bolsonaro e afirma que caso Vorcaro é “página virada”

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à presidência pelo partido Novo, afirmou neste sábado (16) que suas críticas à relação entre Flávio Bolsonaro, senador pelo PL, e Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, são “páginas viradas”. Esse posicionamento surge após a controvérsia em torno de declarações anteriores onde descreveu as interações entre Bolsonaro e Vorcaro como “imperdoáveis”.

A reação à mudança de postura de Zema partiu do deputado federal cassado, Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio. Ele desqualificou os comentários do ex-governador,, caracterizando-os como “acusação sem fundamentos” e o ironizando ao chamá-lo de “potencial vice” de seu irmão.

Em coletiva durante um evento de seu partido em Belo Horizonte, Zema destacou: “Sempre respeitei muito o presidente Bolsonaro. Atuei ativamente no segundo turno dele em Minas Gerais, mas esse fato me decepcionou. Agi de acordo com meus princípios e valores, prezo pela transparência”.

As críticas de Zema se originaram após uma reportagem publicada pelo portal The Intercept Brasil, que revelou que Flávio Bolsonaro teria solicitado R$ 134 milhões a Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Esse escândalo se agrava ainda mais pela prisão do banqueiro, investigado por diversos crimes no sistema financeiro.

Denúncia da PGR contra Zema

O recuo nas declarações de Zema acontece um dia após a Procuradoria-Geral da República (PGR) advogar a denúncia contra ele ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), alegando calúnia contra Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na denúncia, a PGR apresentou que, em publicações feitas em março deste ano em suas redes sociais, Zema criticou o STF e os ministros Mendes e Dias Toffoli, retratando-os como “fantoches” em uma encenação relacionada ao caso do Banco Master. A acusação sugere que Zema associou Mendes a uma conduta criminosa, insinuando favorecimento de Toffoli em troca de benefícios pessoais.

A PGR ressalta a ampla repercussão das publicações, com aproximadamente 487 mil visualizações em X (antigo Twitter) e 2,8 milhões no Instagram até o momento da denúncia. “Os intocáveis não aceitam críticas. Não querem prestar contas de seus atos. Não vou recuar um milímetro”, declarou Zema em resposta à controvérsia.

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