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Brasil

Polícia Federal prende foragido da Operação Compliance Zero investigado por crimes digitais

A Polícia Federal (PF) capturou, neste sábado (16), Victor Lima Sedlmaier, um indivíduo foragido da 6ª fase da Operação Compliance Zero. Esta ação, que visa investigar crimes relacionados ao Banco Master, ocorreu em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

De acordo com informações publicadas pela CNN Brasil, a prisão de Sedlmaier foi resultado de um mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele já se encontra no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, onde a ordem judicial foi cumprida.

### Cooperação Internacional na Prisão

A captura foi possível graças à colaboração entre a PF e as autoridades dos Emirados Árabes Unidos. As partes decidiram, após trabalhos conjuntos, que o investigado não seria admitido no país e seria deportado imediatamente para o Brasil.

### Outras Prisões na Operação

Além do foragido, a 6ª fase da Operação Compliance Zero resultou na prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, e um agente da PF foi preso por suspeita de envolvimento no esquema criminoso.

### O Grupo “Os Meninos”

A PF definiu o grupo “Os Meninos” como um braço operacional ligado ao ex-banqueiro. Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, gerenciava o grupo, enquanto David Henrique Alves, que foi detido pela PF, era considerado o líder.

O relatório da PF indica que Mouão pagava a David Alves aproximadamente R$ 35 mil mensais, possivelmente por meio da empresa BIPE SOFTWARE BRASIL LTDA. Durante a operação, foi identificado que David estava conduzindo o veículo de Mourão e transportando equipamentos digitais, evidenciando uma provável tentativa de fuga e destruição de provas.

### Estrutura de Intimidação e Obstrução

Além disso, a investigação destaca que a atuação de David Alves não se limitava a uma função simples, mas ele assumia um papel central dentro do grupo “Os Meninos”. A PF também relaciona essa organização com práticas de monitoramento ilegal, intimidações e ataques digitais a críticos do conglomerado financeiro.

De acordo com os documentos da investigação, “A Turma” foi uma estrutura interna do grupo, focada na obtenção ilegal de informações sigilosas e na intimidação de adversários e jornalistas.

### Conclusão

A operação ressalta a gravidade dos crimes investigados e a importância da ação coordenada das autoridades para combater a criminalidade organizada. A PF continua a apurar as diversas ramificações do esquema e os envolvidos em ações de obstrução à justiça dentro do caso do Banco Master.

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