
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (15), uma operação de busca e apreensão envolvendo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e Ricardo Magro, proprietário do grupo Refit. A ação coincide com um pedido de ajuda feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a prisão do empresário, conforme informações divulgadas pela CNN Brasil.
### Investigação e Acusações
Ricardo Magro é apontado pela Polícia Federal como possível líder de fraudes bilionárias no mercado de combustíveis, operando a refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. Desde a década passada, ele reside em Miami. Essa investigação faz parte da megaoperação Carbono Oculto, que resultou na interdição da unidade da Refit pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
### Reunião Internacional
Durante um encontro realizado em Washington no dia 7 de maio, Lula e Trump discutiram segurança pública, incluindo a consideração do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.
### Defesa de Magro e Castro
Ricardo Magro declarou que é alvo de uma perseguição e nega quaisquer vínculos com organizações criminosas. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o empresário afirmou que suas empresas não cometem sonegação, mas contestam valores impostos pela Receita Federal.
A defesa de Cláudio Castro mencionou à CNN Brasil que ficou “surpreendida” com a operação, reiterando que o ex-governador está “à disposição da Justiça” para esclarecer os fatos. Segundo a defesa, todos os procedimentos durante seu mandato respeitaram as normas técnicas e legais, incluindo as políticas de incentivos fiscais do Estado.
### Nota de Cláudio Castro
A defesa do ex-governador emitiu uma nota oficial, enfatizando a legalidade de suas ações: “Todos os procedimentos praticados durante a sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente”. A nota também destacou que sua administração conseguiu fazer com que a Refinaria de Manguinhos saldasse dívidas com o estado, totalizando aproximadamente R$ 1 bilhão. Atualmente, o parcelamento das dívidas está suspenso por uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Essa operação da Polícia Federal destaca um momento crítico na política e na segurança pública do Brasil, com implicações de longo alcance para o setor de combustíveis e as relações internacionais em matéria de justiça criminal.



