
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado (PSD-GO), fez um chamado esta semana para a união da centro-direita após a divulgação de informações sobre uma suposta negociação entre Flávio Bolsonaro (PL) e o dono do Banco Master. O pedido de Caiado veio à tona em meio à repercussão de que Flávio solicitou patrocínio para a cinebiografia de seu pai, Jair Bolsonaro.
Apelo por Unidade da Centro-Direita
Caiado destacou a urgência de manter a coesão entre as forças de direita, afirmando: “Não podemos deixar que o centro-direita se divida. Nós precisamos, mais do que nunca, garantir uma unidade que nos permita derrotar o PT e Lula nas urnas no segundo turno.” Essa declaração se segue a críticas voltadas para o clã Bolsonaro, especialmente do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que classificou a atitude de Flávio como "imperdoável".
Críticas Internas e Reações
De acordo com o que foi reportado pela CNN Brasil, Eduardo Bolsonaro criticou Zema, alegando que ele estava fazendo uma "acusação sem fundamentos". Carlos Bolsonaro, por sua vez, condenou a postura de Zema, afirmando que o ex-governador “passou de todos os limites”.
Mais cedo, Caiado havia declarado que Flávio deveria esclarecer o financiamento do filme e as suas relações com o proprietário do Banco Master. Depois, em uma nova postagem, pediu reflexão e mencionou que questões pessoais deveriam ser tratadas diretamente por quem for denunciado.
O Caso do Financiamento
Informações disponíveis no portal Intercept Brasil indicam que Flávio Bolsonaro negociou um repasse de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões) para financiar um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro.
A reportagem revelou que o Intercept teve acesso a áudios, mensagens e documentos vinculados à negociação. O filme, intitulado Dark Horse, é uma cinebiografia que narra a trajetória política do ex-presidente. Segundo os documentos, foram registradas transferências que totalizam pelo menos US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões) entre fevereiro e maio de 2025, para o projeto.
Com informações da CNN Brasil e do Intercept Brasil.



