
markdown
Professores e servidores da rede municipal de ensino de São Paulo realizam um ato nesta quarta-feira (13) visando barrar a aprovação da proposta de reajuste salarial apresentada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB). O protesto começou em frente à prefeitura, no Viaduto do Chá, e se deslocará até a Câmara Municipal para pressionar pela rejeição da proposta.
A mobilização conta com o apoio de famílias e crianças das escolas municipais, que se uniram aos trabalhadores da educação. A Polícia Militar informou que está monitorando a manifestação, que resultou na interdição de várias ruas na área central da cidade.
Os educadores estão em greve há 15 dias, reivindicando um reajuste salarial de pelo menos 5,4%, além de um aumento real de 10% e a incorporação de abonos complementares. Em contrapartida, o prefeito propôs um rejunte de 2% em 2023 e de 1,51% em 2027.
De acordo com a Coeduc (Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação da Municipal), que representa três sindicatos da categoria, a proposta do prefeito é considerada “insuficiente e desrespeitosa”. A entidade critica ainda a gestão Nunes, afirmando que mantém uma política de arrocho salarial enquanto os servidores lidam com turmas superlotadas, falta de funcionários, excesso de carga de trabalho e infraestrutura inadequada.
Em resposta às reivindicações, a Prefeitura de São Paulo declarou ter apresentado uma proposta de aumento de 3,51% para todos os servidores, com base no IPC-Fipe acumulado entre abril de 2025 e março de 2026. A administração municipal informou que essa medida resultaria em um impacto superior a R$ 1 bilhão anuais na folha de pagamento.
A proposta do prefeito já foi aprovada em uma primeira votação na Câmara e a segunda votação ocorre nesta quarta-feira.











