
Civis de Taiwan buscam cursos de defesa privada diante de ameaças chinesas
Civis em Taiwan têm buscado cursos privados de defesa e combate em número crescente, em resposta ao aumento das ameaças da China e ao receio de uma possível invasão. A atenção da população taiwanesa se volta também para a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, marcada para a manhã de quinta-feira (14), cuja discussão poderá abordar o futuro da ilha. O encontro acontece na noite desta quarta-feira (13) em Brasília, criando expectativas sobre suas repercussões.
Treinamentos oferecidos por grupos privados englobam uma variedade de atividades, como exercícios com rifles de airsoft, táticas de movimentação em situações de combate e primeiros socorros durante confrontos. Dan Lu, um dos organizadores dos treinamentos, afirmou: "Taiwan tem que ser responsável por sua própria defesa. Nosso interesse é o mesmo que o dos EUA, do Japão e de todas as pessoas ao redor do mundo."
Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa de Defesa e Segurança Nacional, think tank ligado ao Ministério da Defesa de Taiwan, revelou que aproximadamente 70% da população sem filiação partidária está disposta a resistir a uma invasão chinesa. Entre os apoiadores do governista Partido Democrático Progressista, essa disposição salta para 88%. Já entre os simpatizantes do oposicionista Kuomintang, a disposição caiu para 38% durante o período analisado.
Michelle Chen, uma idosa que participa dos treinamentos, destaca a importância da autossuficiência: "Se você não é autossuficiente e não se posiciona por si mesmo, nada pode ser feito por você. Nosso país é tão rico hoje em dia que acho que poderíamos comprar mais armas para proteger nossa gente."
Encontro entre Trump e Xi gera tensão em Taiwan
A cúpula prevista entre Trump e Xi ocorre em um contexto de crescente tensão sobre Taiwan, com potencial impacto direto na segurança da ilha. Trump garantiu, nesta segunda-feira (11), que questões relativas a Taiwan serão discutidas. A China considera o território uma parte inalienável de seu domínio.
Em dezembro de 2025, a China havia mobilizado tropas da Aeronáutica e da Marinha para exercícios militares ao redor da ilha, ação que Pequim classificou como um "alerta severo" contra forças separatistas e de "interferência externa". Adicionalmente, Trump aprovou um histórico pacote de armas de US$ 11 bilhões para Taiwan, pactuado como o maior já concedido à ilha.
Na terça-feira (12), Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, reafirmou a oposição do país à venda de armas dos EUA para a "região chinesa" de Taiwan. Em resposta, o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, expressou gratidão pela assistência americana no fortalecimento das defesas da ilha, afirmando que Taipei não cederá à pressão. Em uma mensagem de vídeo na Cúpula da Democracia em Copenhague, ele destacou a importância da soberania de Taiwan frente aos desafios externos.
(Com informações da Reuters)











