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Brasil

Delegado revela que investigados por estupro em SP tentam minimizar crime como “zoeira”

Um grave caso de estupro de vulnerável envolvendo duas crianças na zona Leste de São Paulo gerou grande repercussão. O delegado Júlio Geraldo, em entrevista nesta terça-feira (5), revelou que os suspeitos tentaram desqualificar o crime ao descrevê-lo como “zoeira”.

“Eles alegaram que aquilo não passava de uma brincadeira, o que é absolutamente inaceitável. Não há como considerar qualquer tipo de brincadeira que cause tamanha dor às vítimas”, declarou o delegado, ressaltando que as crianças confiavam nos agressores.

As vítimas confiavam nesses autores. Todos confessaram e vieram com aquela alegação de se tratar de brincadeiras. Realmente foi um ato de sadismo.

Júlio Geraldo, delegado responsável pela investigação

Desdobramentos da Investigação

O principal suspeito, Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi indiciado por disseminação de pornografia infantil, corrupção de menores e estupro de vulnerável. Durante o interrogatório, ele confessou sua participação no crime e teve a prisão temporária decretada.

Alessandro foi capturado na Bahia e transferido para São Paulo em uma operação conjunta entre a Polícia Civil da Bahia e o 63º DP (Vila Jacuí).

Além dele, quatro adolescentes foram apreendidos por envolvimento no caso. O último menor foi detido nesta segunda-feira (4), após operações realizadas no bairro Ermelino Matarazzo. Outros três adolescentes já haviam sido apreendidos anteriormente, dois na capital paulista e um em Jundiaí.

As identidades dos envolvidos foram descobertas por meio de reconhecimento fotográfico. Os adolescentes foram apreendidos conforme as normas do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), e suas condutas estão sendo avaliadas pelo juizado de infância e juventude.

Familiares das vítimas foram chamados para prestar depoimento, e as crianças receberam atendimento médico e psicológico. As investigações continuam a averiguar a divulgação de vídeos do crime nas redes sociais, além de potenciais ameaças contra os familiares das vítimas. A orientação das autoridades é para que a população evite compartilhar esse tipo de conteúdo e recorra diretamente aos órgãos competentes.

Esse caso segue sob investigação com o objetivo de esclarecer todos os detalhes envolvidos e responsabilizar todos os que tiveram participação nos atos criminosos.

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