
Polícia investiga médica por comportamento negligente durante emergência médica
A investigação da Polícia Civil aponta que Juliana Brasil, uma médica, apresentou comportamento indiferente em um caso trágico envolvendo a morte de um paciente, Benício. Durante o período em que o menino lutava pela vida, a médica estava supostamente envolvida em atividades pessoais, incluindo a venda de produtos de cosmético pelo celular. Essa informação foi descoberta após o apreensão do dispositivo móvel durante a investigação.
Marcelo Martins, delegado responsável pelo caso, comentou sobre a gravidade do que foi encontrado no celular da médica. “É um indício preocupante de que, naquele momento, Juliana não demonstrava qualquer preocupação com o estado de saúde do paciente. Não há sinais de pesar ou lamento por parte dela em relação à situação de Benício”, afirmou o delegado.
Reação da família e situação médica
A mãe da criança, Joyce Xavier de Carvalho, expressou sua indignação com o comportamento da médica. “Enquanto meu filho precisava de auxílio médico, ela estava ao telefone vendendo cosméticos, desconsiderando a necessidade urgente do meu filho”, declarou à emissora local.
A Polícia Civil classificou a morte de Benício como resultante de um “erro médico grotesco”. A autópsia revelou que a criança faleceu devido a uma overdose de adrenalina, e os peritos confirmaram que a situação clínica já era irreversível. Segundo os laudos, a equipe de UTI não cometeu erros na intubação ou nas intervenções realizadas.
Justificativas e provas contra a médica
Na investigação, Juliana tentou se defender apresentando um vídeo que alegava um erro no sistema do hospital, sugerindo que a opção correta para administração de adrenalina havia sido trocada sem seu conhecimento. No entanto, mensagens encontradas em seu celular indicam que ela ofereceu dinheiro a uma pessoa para gravar esse vídeo. “Ofereci dinheiro para ela filmar. KKK. Ela disse que vai tentar”, dizia a mensagem.
De acordo com o delegado Martins, a perícia confirmou que não houve falha no sistema do hospital, o que evidenciou uma tentativa da médica de se eximir da responsabilidade pelo evento trágico. “Está claro que ela produziu um vídeo para evitar a responsabilidade pelo que ocorreu”, concluiu o delegado.



