
Segundo informações publicadas pelo Poder360, o pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), fez declarações contundentes sobre a situação eleitoral do país durante um ato em celebração ao Dia do Trabalhador, promovido pela Força Sindical, na região da Liberdade, em São Paulo, nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026.
Críticas ao Empate Técnico nas Pesquisas
Haddad criticou o que chamou de “lavagem cerebral coletiva” que, segundo ele, explica o empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas de intenção de voto. O ex-ministro da Fazenda ressaltou que a comparação entre os dois líderes é “inadmissível”, dado o contraste histórico entre seus governos.
“O contraste é tão grande que só uma lavagem cerebral coletiva explica essa comparação”, afirmou, referindo-se ao governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio.
Haddad ainda mencionou que apoiará a reeleição de Lula com um “esforço em escala 7 X 0”.
Situação nas Pesquisas
De acordo com a pesquisa Datafolha, divulgada em 11 de abril, Flávio Bolsonaro superou numericamente Lula pela primeira vez, alcançando 46% contra 45% do petista, resultando em um empate técnico com margem de erro de 2 pontos percentuais.
Haddad participou do ato sindical pela manhã, no qual os trabalhadores defenderam alterações na jornada de trabalho, propondo a transição de 6 X 1 para 5 X 2.
Denúncia de Desinformação
Haddad atribuiu o crescimento de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto à desinformação disseminada por políticos de direita. “No frigir dos ovos, o que está em jogo é sempre a venda de patrimônio público de um lado e o corte de direitos sociais do outro”, declarou.
Ele destacou que a classe trabalhadora é o principal alvo das ações políticas que visam retirar direitos. Indicou ainda que tais discussões incluem temas como saúde, educação e impostos.
Candidaturas em São Paulo
O evento contou com a presença de importantes figuras políticas, como as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), além de Márcio França (PSB), mencionado como pré-candidato ao Senado.
Haddad afirmou que não haverá imposições nas candidaturas e que as aspirações individuais devem ser respeitadas. Ele se comprometeu a chegar a um “denominador comum” nas próximas semanas.
Tebet endossou essa posição, destacando a importância de uma colaboração coletiva entre as lideranças políticas.
Essas declarações surgem em um momento decisivo com as eleições presidenciais marcadas para outubro deste ano, onde as expectativas e estratégias eleitorais estão em alta.



