
Na operação denominada “Dignidade”, as autoridades capturaram José Alex Vitonco, conhecido como “David” ou “Mi Pez”. Ele é creditado como o líder da coluna “Dagoberto Ramos” do Exército de Libertação Nacional (EMC), uma facção dissidente das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
A ação policial ocorreu em Palmira, localizado no departamento de Valle del Cauca, na região ocidental do país. Durante a operação, foram apreendidos uma pistola calibre 9 mm e sete celulares.
De acordo com o comunicado da polícia, Vitonco é procurado pelo crime de terrorismo e deverá responder pela recente onda de violência que atingiu o sudoeste colombiano, especialmente pelo ataque ocorrido em 25 de abril.
As autoridades o acusam de ser “o principal responsável pelo narcotráfico na região sudeste da Colômbia, com rotas de tráfico para o Panamá e os Estados Unidos”.
Ataque em Cauca
O ataque que deixou ao menos 20 mortos aconteceu em 25 de abril, quando um explosivo foi detonado em veículos na Rodovia Pan-Americana, na região de Cauca, sudoeste da Colômbia.
As Forças Armadas da Colômbia atribuíram a responsabilidade da ação a dissidentes das FARC, sob o comando de “Iván Mordisco”.
O Instituto Nacional de Medicina Legal informou que 15 das 20 vítimas foram identificadas. As vítimas consistem em 15 mulheres e cinco homens, todos adultos. Os corpos já foram liberados para os familiares.
O Instituto ressaltou que continuará a trabalhar na identificação das cinco vítimas restantes, garantindo um rigor técnico e apoio às famílias afetadas.
Relatórios preliminares do governo local indicaram que 48 pessoas ficaram feridas, incluindo cinco menores. O ataque afetou ao menos 15 veículos na área de El Túnel, em Cajibío.
O governador de Cauca, Octavio Guzmán, comentou que “um artefato explosivo foi detonado na Rodovia Pan-Americana, resultando em um ataque indiscriminado que levou à morte de civis e ferimentos em mais de 20 pessoas”.
No dia seguinte, o governo local atualizou o número de mortos para 19 e decretou três dias de luto em homenagem às vítimas.
“O que ocorreu é uma tragédia que dilacera nosso departamento e entristece nossas famílias”, acrescentou Guzmán.
Ele também mencionou que, nas horas seguintes ao ataque, novos casos de violência foram relatados em municípios como El Túnel, El Tambo, Caloto, Popayán, Guachené, Mercaderes e Miranda, apelando às autoridades nacionais por medidas urgentes de segurança.
O comandante das Forças Armadas da Colômbia, Hugo Alejandro López Barreto, informou em coletiva que, nos últimos dias, houve uma “onda de ataques” nos departamentos de Cauca e Valle del Cauca, atribuída a “estruturas criminosas” dissidentes das FARC.
“Durante esse período, registramos 26 ataques terroristas que afetaram a população civil”, esclareceu o comandante, que disse que essa ação é uma resposta à pressão que o governo colombiano tem exercido sobre esses grupos criminosos.
Hugo Alejandro López Barreto afirmou que os ataques são uma tentativa de gerar impacto midiático e uma “desesperada tentativa de aliviar a pressão” sobre as atividades ilegais das facções.
O presidente Gustavo Petro qualificou os responsáveis pelos ataques como “terroristas, fascistas e narcotraficantes” e fez um apelo por “máxima punição internacional” a esses grupos.
(Com informações de Anabella González, da CNN em Espanhol)











