
Em um novo vídeo compartilhado neste sábado (25), o pré-candidato à Presidência e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Partido Novo, fez uma sátira dirigida aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Zema está atualmente sob investigação no contexto do chamado “inquérito das fake news”, conforme reportado pela Itatiaia.
A animação, criada com inteligência artificial, mostra fantoches que se assemelham aos ministros realizando uma ligação sobre a série de vídeos que Zema lançou. No início da esquete, são mostradas pastas com processos anulados, incluindo casos envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a soltura do ex-deputado federal José Dirceu, e o traficante conhecido como “André do Rap”, suposto líder do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Durante a chamada humorística, o personagem representando Gilmar Mendes solicita a Moraes que retire os vídeos de Zema do ar, alegando que isso seria “bullying”. O personagem de Moraes menciona estar sobrecarregado, referindo-se a “129 milhões de problemas”, uma alusão ao contrato firmado pela esposa do ministro com um banqueiro envolvido em escândalos.
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Em outra parte da apresentação, Mendes é caracterizado fazendo elogios exagerados à aparência do seu “homônimo” na sátira: “Aquele cabelo todo alinhado, grisalho, esvoaçante ao vento, hidratado e disciplinado, quer dizer, ele é uma ameaça institucional”, diz o personagem.
A série “Intocáveis”
Esse vídeo é o quinto de uma série denominada “Intocáveis”, na qual Zema critica os ministros do STF, os descrevendo como inatingíveis e endereçando ataques durante sua pré-campanha.
No contexto de sua pré-campanha, Zema lançou um site chamado “O Brasil sem intocáveis”, onde apresenta suas propostas para transformar o país. Ele solicita reformas no Judiciário, visando “acabar com a farra dos intocáveis” e garantir que “o dinheiro do brasileiro volte a valer”.
Gilmar Mendes foi quem pediu que Zema fosse incluído na investigação do inquérito das fake news, que está sob sigilo no STF. O objetivo desse inquérito é apurar a disseminação de desinformação e ameaças à Corte, seus ministros e respectivas famílias.
(Sob supervisão de Rayllan Oliveira)



