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Brasil

Morre Lúcio Brasileiro, ícone do jornalismo cearense e colunista mais antigo do mundo

O renomado jornalista Lúcio Brasileiro, do O POVO, faleceu na última quinta-feira, 23, aos 87 anos, em decorrência de complicações após uma queda. Com 70 anos de carreira, ele se destacou como o jornalista diário mais antigo do mundo, conforme reportado pelo site O POVO.

Brasileiro estava hospitalizado em Lisboa, Portugal, desde o dia 11, enquanto viajava para Nice, França, e Barcelona, Espanha, com destino a Ibiza. Não há detalhes disponíveis sobre o seu enterro.

Nascido em 6 de abril de 1939 em Aurora, Ceará, Lúcio iniciou sua trajetória profissional aos 16 anos, escrevendo para o jornal Gazeta de Notícias. Antes de assumir a famosa coluna no O POVO em 1968, também colaborou com O Estado em conteúdos relacionados ao futebol. Em 2005, comemorou 50 anos de atividade jornalística.

Lamento pela perda de uma figura icônica

A morte de Lúcio Brasileiro foi sentida profundamente por várias figuras públicas. Luciana Dummar, presidente institucional do O POVO, descreveu-o como um “símbolo de uma geração” e uma testemunha das transformações na sociedade cearense. “Viveu períodos intensos e criou um personagem único”, declarou.

Jocélio Leal, diretor de Jornalismo da Rádio O POVO/CBN, elogiou Lúcio como “profissão esperança” e destacou sua capacidade de conexão com uma vasta rede de amigos.

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), também expressou seu pesar, chamando-o de “um dos maiores nomes do jornalismo cearense e brasileiro” e enfatizando sua ética e credibilidade ao longo de décadas.

Lúcio Brasileiro foi condecorado com a Medalha da Abolição em 2012, a principal homenagem do governo estadual, reconhecendo suas contribuições ao jornalismo cearense.

Recordações de colegas e admiradores

Jornalistas contemporâneos de Lúcio relembraram sua trajetória e impacto na profissão. Demitri Túlio, editor-adjunto do O POVO, frisou que ele sempre foi tanto repórter quanto personagem do jornalismo, com um toque particular em suas narrativas sobre política e sociedade cearense.

A poeta e escritora Lêda Maria destacou o legado de dedicação e seriedade de Lúcio, enquanto Clóvis Holanda, editor de cultura, lembrou do seu jeito único de ver a vida.

Para o jornalista Wilton Bezerra Jr., Lúcio foi uma referência que transmitiu um “estado de espírito” de encantamento ao longo de sua carreira.

<h2Último recado e homenagem

A última participação de Lúcio na Rádio O POVO CBN foi uma reflexão sobre a importância do jornalismo e das histórias que moldam a sociedade. Na cerimônia da Medalha da Abolição, ele expressou sua gratidão pelo reconhecimento como um reflexo do trabalho que fez para alegrar o povo cearense.

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