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SP

Vereadores acionam MP contra documentário polêmico em creche de São Paulo

O vereador Celso Giannazi e os deputados Luciene Cavalcante e Carlos Giannazi, todos do PSOL, formalizaram uma representação no Ministério Público de São Paulo, contestando a autorização da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) para a gravação de um documentário na rede municipal de educação. A produção, realizada pela Brasil Paralelo, gerou forte insatisfação entre os pais dos alunos da Emei Patrícia Galvão, localizada na região central da capital.

Documentário e Críticas

Conforme reportado pela Folha de S.Paulo, o documentário intitulado "Pedagogia do Abandono" critica instituições de ensino infantil, alegando que promovem uma "ideologia de gênero" e apresentam falta de qualidade e excesso de controle estatal. Os pais se uniram para tentar impedir o lançamento da obra, que foi gravada sem o devido aviso à comunidade escolar.

Solicitações ao Ministério Público

Na representação, os parlamentares solicitam que o Ministério Público tome medidas urgentes para barrar a utilização e exibição do material. Além disso, eles pedem acesso à documentação completa que aprova a filmagem na escola e o processo administrativo relacionado.

Ocultação de Informações

Os representantes do PSOL afirmam que a falta de transparência sobre o envolvimento da Brasil Paralelo e o conteúdo do documentário não pode ser considerada um erro de comunicação, mas sim uma intenção de evitar reações da comunidade escolar, conscientes de que a gravação poderia causar resistência entre educadores e famílias.

Sobre a Brasil Paralelo

A Brasil Paralelo, fundada por estudantes universitários em Porto Alegre, é conhecida por sua perspectiva conservadora e já produziu outros conteúdos polêmicos, incluindo "Pátria Educadora", que responsabiliza o educador Paulo Freire pelos índices de ensino no Brasil.

Respostas do Executivo

A gestão de Ricardo Nunes afirmou que as gravações na escola foram devidamente autorizadas, destacando que a responsabilidade legal sobre o uso de imagem e a participação de menores cabe aos produtores. No entanto, a prefeitura não se manifestou sobre seu conhecimento quanto ao conteúdo do documentário.

Para mais informações sobre o caso, é importante acompanhar desenvolvimentos posteriores a esta representação.

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