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Brasil

Julgamento da maior chacina do Centro-Oeste revela detalhes chocantes de crimes brutais

O julgamento dos cinco réus implicados na mais grave chacina do Centro-Oeste brasileiro teve sua primeira fase concluída na noite de ontem, 13 de abril de 2026. O tribunal retoma os trabalhos hoje, 14 de abril, a partir das 9h, e as sessões devem durar até sete dias.

Os acusados são: Horácio Carlos, Gideon Batista, Carlomam dos Santos, Fabrício Silva e Carlos Henrique. Eles enfrentam diversas acusações, incluindo homicídio qualificado, extorsão, sequestro e fraude processual.

Depoimentos no tribunal

Nesta primeira jornada de julgamentos, seis testemunhas prestaram suas declarações. Entre elas, dois policiais civis de Goiás, um do Distrito Federal, o delegado responsável pela investigação e o pai de uma das vítimas. Inicialmente, a previsão era ouvir doze testemunhas; no entanto, duas foram dispensadas. O restante será ouvido hoje.

As testemunhas policiais esclareceram a sequência dos crimes, o modo de operação, as motivações e as funções desempenhadas por cada um dos réus. De acordo com as investigações, o objetivo do grupo era tomar posse de bens e doade da chácara de uma das vítimas, o patriarca Marcos Antônio.

Vítimas da chacina

Os dez indivíduos que perderam a vida nesse caso brutal são: Marcos Antônio Lopes de Oliveira (o patriarca), sua esposa Renata Juliene Belchior, sua filha Gabriela Belchior de Oliveira, seu filho Thiago Gabriel Belchior, a esposa de Thiago, Elizamar da Silva, e os filhos de Thiago e Elizamar, Rafael, Rafaela e Gabriel. Também foram assassinados a ex-companheira de Marcos, Cláudia da Rocha Marques, e a filha dela, Ana Beatriz Marques de Oliveira.

Vítimas da chacina
(foto: pacifico)

Detalhes da investigação

Conforme apurado pela Polícia Civil, os réus Horácio, Gideon, Fabrício e Carlomam formaram uma aliança com a intenção de apoderar-se da chácara Quilombo, pertencente a Marcos Antônio. Parte do plano incluía a extorsão de dinheiro da família da vítima, e o plano inicial previa o assassinato de Marcos e o sequestro de seus familiares.

Crimes e sequestros

No dia 27 de dezembro de 2022, os réus, incluindo um adolescente, invadiram a residência de Marcos, onde estavam sua esposa e filha. Imediatamente, o patriarca e as mulheres foram rendidos, resultando no roubo de R$ 49,5 mil. Todas as vítimas foram levadas para um cativeiro na região do Vale do Sol, em Planaltina.

Nesse cativeiro, Marcos foi assassinado, e seu corpo foi enterrado no quintal. As mulheres foram mantidas vivas e ameaçadas para revelar senhas de seus celulares e contas bancárias. Com essas informações, os sequestradores tentaram atrair outras vítimas, incluindo Cláudia e Ana Beatriz, com a intenção de aplicar novas extorsões.

Entre 2 e 4 de janeiro, a situação se agravou, culminando no assassinato de Thiago Gabriel, atraído ao local sob falsas pretensões. Após sua morte, Elizamar e suas crianças também foram forçadas ao cativeiro, onde foram estranguladas e incineradas.

Os crimes não cessaram por aí. Em 14 de janeiro, Renata e Gabriela foram levadas a Unaí (MG) e assassinadas seguidamente. No dia seguinte, Cláudia, Ana Beatriz e Thiago foram mortos e seus corpos descartados em uma cisterna nas proximidades do cativeiro.

Após esses eventos, os réus tentaram encobrir suas ações incinerando objetos das vítimas. A série de atitudes brutais perpetuadas pelo grupo gerou profundo impacto na sociedade, levando o caso a ser amplamente noticiado e discutido sob a perspectiva da segurança pública.

O julgamento e suas repercussões nas comunidades locais permanecem em destaque, enquanto a população aguarda por justiça.

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