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Brasil

Zema critica STF, defende anistia e pede impeachment de ministros em evento em SP

O pré-candidato à Presidência, **Romeu Zema (Novo-MG)**, manifestou forte crítica aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. As declarações foram feitas durante um encontro com líderes empresariais na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na última segunda-feira (13).

Zema não hesitou em sugerir a possibilidade de impeachment de ao menos dois ministros do STF e criticou o atual processo de indicação para o cargo, propondo que nomes sejam sugeridos pelo Senado e pela Câmara, resultando em uma lista filtrada para o presidente. “É necessário evitar que advogados pessoais sejam nomeados”, argumentou.

O ex-governador mineiro também se referiu a suspeitas envolvendo ministros do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro, implicado no escândalo do Banco Master, o que teria afetado a credibilidade da instituição. “Agora está claro quais eram os interesses: defender a democracia ou o próprio bolso”, afirmou Zema.

Investigações da Polícia Federal revelaram que o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes tinha um contrato de R$ 129 milhões com o banco, enquanto o ministro Dias Toffoli fez uma viagem em jet privado com um advogado ligado ao dono da instituição, logo após assumir a relatoria do caso.

“Os criminosos estão imunes, se espelhando nos intocáveis da República, incluindo os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que, para mim, não merecem apenas impeachment, mas prisão”, declarou Zema.

Anistia aos condenados

O pré-candidato também defendeu a anistia, afirmando que, sem essa medida, o Brasil carregará um peso injusto. “A injustiça está evidente”, destacou. Essa posição alinha Zema com uma ala conservadora da política, indicando sua aproximação com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Recentemente, Zema gravou um vídeo com o senador, discutindo uma possível chapa presidencial de direita para 2026. “Quem depredou deve pagar pelo crime de depredação e não por tentativa de golpe de Estado”, defendeu.

Críticas ao fundo eleitoral

Além disso, Zema criticou o fundo eleitoral e partidário, chamando-o de “maior concentrador de renda” no Brasil. “Os que mais precisam dar o exemplo são os que mais recebem”, afirmou, sugerindo que a narrativa da esquerda falha em promover justiça e distribuição de renda.

Essas declarações se encaixam no discurso liberal que Zema está construindo para sua pré-campanha, que deve culminar em um pré-plano de governo a ser apresentado em São Paulo nesta semana. Ele permanecerá na cidade até quinta-feira, com compromissos agendados com investidores e representantes do mercado financeiro.

Pontos de aliança com o PL

O ex-governador também ressaltou a colaboração entre o Novo e o PL em diversos estados para as eleições de outubro, mencionando apoios a candidatos como Marcel Van Hattem (Novo-RS) e a composição com Adriano Silva (Novo-SC). “Estamos juntos em muitos estados e nossa conexão com Flávio Bolsonaro é próxima”, disse.

No entanto, Zema fez questão de afirmar que sua candidatura não se confunde com a direita tradicional. “O Partido Novo é, talvez, o mais à direita do Brasil, e é um partido que respeita a lei”, pontuou. Ele descartou qualquer possibilidade de abandonar sua pré-candidatura, afirmando que continuará sua campanha até o final.

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