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Brasil

Assalto a banco em Guidoval é atribuído a grupo amador sem ligações interestaduais

A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) informou que o assalto a uma agência bancária em Guidoval, ocorrido na madrugada dessa sexta-feira (10), foi realizado por um grupo criminoso local, com características de amadorismo e sem vínculos com facções interestaduais. A análise foi realizada durante coletiva de imprensa, onde a corporação destacou que não houve feridos ou reféns durante a ação.

Conforme divulgado pelo portal Estado de Minas, o capitão Rafael Veríssimo, porta-voz da PM, ressaltou que a ação apresenta diferenciais em relação aos ataques associados ao “novo cangaço”. “Detectamos que se trata de um grupo local, com indícios de amadorismo na execução do crime”, comentou.

Veríssimo também explicou que as características do ataque, como o tipo de armamento utilizado, corroboram essa análise. “Os criminosos empregaram armamentos de pequeno porte, como revólveres e pistolas. Até agora, não foi verificado o uso de fuzis ou armas de alto poder bélico”, apontou.

Outro aspecto observado pela polícia foi a forma como a explosão foi realizada. “Imagens registraram criminosos bem próximos à detonação, inclusive sendo atingidos por estilhaços, o que demonstra falta de preparo técnico”, afirmou o capitão.

A PMMG ainda relatou que não existem indícios de envolvimento de organizações criminosas de outras regiões. “As informações iniciais não apontam para qualquer ligação interestadual ou ordens de facção. Trata-se de indivíduos já conhecidos na região”, declarou Veríssimo.

O grupo, embora amador, tem histórico de crimes na Zona da Mata mineira, especialmente envolvendo roubos em áreas rurais. “São indivíduos considerados de alta periculosidade, já registrados por crimes graves como roubo, tráfico de drogas e homicídio”, destacou o porta-voz.

Redução dos Assaltos a Bancos

Durante a coletiva, Veríssimo enfatizou a queda significativa nos ataques a bancos em Minas Gerais ao longo dos últimos anos. “Em 2012 e 2013, houve cerca de 300 ataques por ano.Hoje, esse número caiu drasticamente. Desde 2018, contamos com menos de cinco ocorrências anualmente, com apenas dois casos em 2025”, relatou.

Segundo ele, essa redução é resultado de uma estratégia focada em inteligência, integração das forças de segurança e capacitação das tropas. “A Polícia Militar tem investido em tecnologia e treinamento, atuando de forma preventiva, inclusive com prisões ainda na fase de planejamento dos crimes”, explicou Veríssimo.

O capitão acrescentou que a resposta da PMMG é imediata quando esses ataques acontecem. “Mobilizamos unidades especializadas, aeronaves, inteligência e policiamento ostensivo para assegurar uma ação rápida e eficaz”, afirmou.

As investigações estão em andamento e contam com a participação da Polícia Civil, que é responsável pela perícia e apuração detalhada, visando determinar o montante possivelmente subtraído da agência e o papel de cada um dos envolvidos.

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*Estagiária sob supervisão da subeditora Regina Werneck

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