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SP

Ministro Flávio Dino investiga vínculos entre serviço funerário e Banco Master em SP

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, solicitou à Prefeitura de São Paulo esclarecimentos sobre possíveis ligações entre as concessionárias de serviços funerários da cidade e o Banco Master. A solicitação foi feita em resposta a uma ação que questiona a privatização dos serviços funerários na capital paulista.

Dino ressaltou que a administração do prefeito Ricardo Nunes (MDB) já estava ciente deste suposto vínculo e, por conseguinte, já abriu uma investigação interna para avaliar a situação.

A gestão de Nunes emitiu uma nota ao Painel, onde defende a concessão dos serviços funerários, e rebateu as afirmações do ministro. “A Prefeitura sugere ao ministro Flávio Dino que consulte seus colegas do STF sobre o Banco Master, local onde se investiga as ações e atos do banco”, afirma a nota. A gestão ainda destacou que “os serviços funerários e cemiteriais em São Paulo estão operando normalmente, e o município continuará desempenhando suas funções de gestão e fiscalização”.

Após essa decisão do STF, a deputada federal Luciene Cavalcante e os deputados estaduais Carlos Giannazi e Celso Giannazi, todos do PSOL, protocolaram pedidos de apuração junto ao Ministério Público e à Câmara Municipal. O trio busca investigar possíveis omissões da equipe de Nunes e a responsabilidade do prefeito nesse contexto, além de solicitar depoimentos dos representantes do Banco Master, da Cortel e de Fabiano Zettel, que atuou como conselheiro da Cortel de 2022 a 2025.

A Cortel não se manifestou ao ser procurada pelo Painel na tarde da quarta-feira.

Com esta situação no centro do debate público, o desdobramento das investigações e as respostas da Prefeitura poderão impactar a percepção sobre a gestão dos serviços funerários em São Paulo, além de trazer à tona questões sobre transparência e responsabilidade pública na administração local.

Fonte: Folha de S.Paulo

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