
O sindicato Unite Here Local 11, que representa cerca de 2 mil trabalhadores do setor de alimentação no SoFi Stadium, em Inglewood, Califórnia, expressou descontentamento crescente em relação à organização da Copa do Mundo de 2026. Segundo informações publicadas pelo Lance!, o grupo emitiu uma lista de reivindicações à FIFA e à Kroenke Sports & Entertainment, que é responsável pelo estádio, e não descarta a possibilidade de uma greve que poderia impactar os preparativos para o torneio.
Os trabalhadores, incluindo cozinheiros, garçons e bartenders, estão lutando por um acordo trabalhista que considerem justo. As principais reivindicações incluem a proibição da presença de agentes de imigração durante o evento, garantias de proteção aos empregos sindicalizados e melhores condições de trabalho. Além disso, o sindicato solicita apoio para iniciativas de habitação acessível, dada a crescente crise habitacional em Inglewood.
A tensão aumentou após declarações de Todd Lyons, diretor interino do Departamento de Segurança Interna, que indicou que o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas) teria um “papel-chave” na Copa. O sindicato vê essa postura como uma ameaça à segurança dos trabalhadores e dos torcedores, especialmente em uma região com um grande número de imigrantes.
Outro ponto de discórdia é a preocupação com o uso de automação e inteligência artificial que poderia eliminar postos de trabalho. Kurt Petersen, co-presidente do sindicato, criticou a organização do torneio e seus parceiros comerciais, afirmando que os trabalhadores essenciais para a realização do evento estão sendo ignorados.
Desde que Los Angeles foi escolhida como uma das sedes do Mundial, em 2023, as tentativas de diálogo com a FIFA por parte do sindicato não foram atendidas. O SoFi Stadium será palco de oito partidas, incluindo o jogo entre Estados Unidos e Paraguai, previsto para 12 de junho.











