
Um novo episódio do fenômeno El Niño está previsto para o segundo semestre de 2026, de acordo com informações divulgadas pelo portal G1. A formação do El Niño começará a se intensificar no outono de 2026, quando a temperatura da água nas regiões central e leste do oceano Pacífico Equatorial, especialmente ao largo da costa do Peru, começará a aumentar. Para que o fenômeno seja considerado ativo, as temperaturas devem ficar pelo menos 0,5°C acima da média por um período contínuo de três meses. O impacto global poderá ser sentido ao longo do segundo semestre de 2026.
Probabilidade de um El Niño forte
Os centros de monitoramento climático, como a NOAA, indicam que a probabilidade de formação de um El Niño significativo aumentou para mais de 60%. A expectativa é de que a intensidade deste evento seja comparável ao observado em 2023, o que traz diversas preocupações, principalmente em relação ao clima no Brasil.
Possíveis impactos do El Niño no Brasil
Historicamente, o El Niño tende a aumentar a precipitação na região Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, enquanto reduz as chuvas no Norte e no Nordeste. A primavera costuma ser crítica, com a ocorrência de eventos de chuva intensa e até extremos. Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o fenômeno causa irregularidade nas chuvas e aumenta o calor, com temperaturas superiores às média.
Aumento do risco de ondas de calor
Uma das preocupações associadas ao El Niño é o potencial aumento de ondas de calor. Esse fenômeno pode produzir temperaturas superiores à média em qualquer época do ano, mas os efeitos são mais acentuados durante a primavera e o verão, aumentando o risco de problemas de saúde, especialmente em crianças e idosos.
Efeitos específicos esperados
Os impactos mais relevantes incluem:
- Aumento das chuvas no Sul, em particular sobre o Rio Grande do Sul.
- Risco elevado de chuvas extremas, especialmente na primavera e no verão.
- Ondas de calor mais frequentes no segundo semestre de 2026.
- Dias com umidade do ar significativamente baixa na primavera.
- Intensificação de problemas de saúde relacionados ao calor.
- Possibilidade de atrasos no início do período úmido nas regiões Centro-Oeste e Sudeste.
- Aumento do consumo de energia elétrica devido ao calor crescente.
O status atual do El Niño
Atualmente, o fenômeno El Niño ainda não se concretizou. O outono de 2026 teve início em 20 de março, marcando a influência de um El Niño costeiro, caracterizado por um aquecimento intenso e rápido nas áreas costeiras do Peru e do Equador. Ao contrário do El Niño clássico, este fenômeno tem efeitos menos abrangentes, mas pode contribuir para um aumento das chuvas no Sul do Brasil, com a formação de tempestades.

O aumento da temperatura nas águas do oceano Pacífico Equatorial, especialmente nas regiões costeiras, pode resultar em episódios de chuva intensa no Sul do Brasil ao longo do outono e do inverno de 2026, elevando os riscos de enchentes e deslizamentos de terra na primavera do mesmo ano. A população deve se preparar para as variações climáticas que poderão ocorrer, especialmente em relação às chuvas e ao calor.











