
Modelos numéricos indicam massa de ar frio na semana que vem | METSUL
No entanto, a transição para temperaturas mais amenas não será imediata. Os últimos dias desta semana ainda estarão sob a influência de uma massa de ar quente tropical, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os termômetros continuarão a marcar altas temperaturas.
O município de São Luiz Gonzaga, na região das Missões, enfrentou uma sequência alarmante de dias quentes, com temperaturas superiores a 30ºC por oito dias consecutivos. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou temperaturas que variaram de 30,5ºC a 37,2ºC entre os dias 25 de março e 1º de abril.
Por volta do domingo de Páscoa (5), espera-se que uma massa de ar frio, advinda da Argentina e Uruguai, comece a influenciar o clima do Rio Grande do Sul. No entanto, o impacto será mais brando, resultando apenas em uma leve diminuição das temperaturas, principalmente nas áreas Sul e Leste do estado, enquanto o Noroeste ainda experimentará calor intenso.
Nos dias seguintes (6 e 7), as altas temperaturas devem retornar ao estado, especialmente em regiões como Oeste, Centro e Noroeste do Rio Grande do Sul. Uma baixa pressão que se formará entre a Argentina e o Uruguai contribuirá para essa elevação das temperaturas antes que o ar frio retorne na quarta-feira (8) e se estabeleça por vários dias.
Expectativa para a massa de ar frio
Segundo análises da MetSul Meteorologia, a massa de ar frio prevista para chegada na próxima semana não será de grande intensidade, porém ainda assim provocará uma queda significativa nas temperaturas. As mínimas podem variar entre 10ºC a 13ºC na maioria das cidades gaúchas, e na área metropolitana de Porto Alegre, esperam-se mínimas ligeiramente acima dessa faixa.
Impacto no Centro do Brasil
A previsão sugere que o resfriamento se concentrará mais ao Sul do Brasil, com variações moderadas de temperatura esperadas em locais do Sul e Leste de São Paulo por volta do dia 10. A incursão do ar frio pode também gerar instabilidade atmosférica, levando a chuvas intensas no Centro-Oeste e Sudeste, aumentando os volumes de precipitação, que devem ser superiores ao normal para abril. Apesar do resfriamento, não se esperam mínimas noturnas extremamente baixas em tais regiões.



