
BRASÍLIA, DF – O senador Rodrigo Pacheco está prestes a mudar de ares políticos ao deixar o PSD e se filiar ao PSB nesta quarta-feira (1). O movimento é parte de sua estratégia para concorrer ao Governo de Minas Gerais nas próximas eleições, em uma aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A oficialização de sua filiação ocorrerá em um evento com o presidente nacional do PSB, João Campos, prefeito do Recife. Fontes do PSB disseram que a expectativa é de que Pacheco também anuncie sua candidatura ao governo durante o evento.
Discussões sobre coligações
Entre seus aliados, Pacheco mencionou a necessidade de diálogo com outros partidos como PDT, PT, PSDB e MDB para discutir a candidatura. Atraindo a atenção, a eventual aliança com o deputado federal Aécio Neves (PSDB) é considerada fundamental para fortalecer sua posição.
Embora tenha flertado com o MDB e o União Brasil, Pacheco optou pelo PSB, visto como uma opção mais segura para sua candidatura. A saída do PSD se deu, em parte, pelo apoio do partido a Mateus Simões, que foi vice do ex-governador Romeu Zema (Novo), uma escolha que dificultou a permanência de Pacheco.
Cenário político em Minas
No atual panorama político, Zema visa reforçar sua imagem como candidato de direita e pode contar com o apoio de Flávio Bolsonaro (PL), dependendo das circunstâncias. A chegada de Pacheco ao PSB também reflete a aliança nacional entre o partido e o PT, que foi confirmada com a saída de Geraldo Alckmin do Ministério para concorrer novamente como vice.
Se a candidatura de Pacheco se concretizar, ele deverá escolher Marília Campos (PT), prefeita de Contagem, como sua senadora na chapa. Vale lembrar que Pacheco já derrotou Dilma Rousseff (PT) ao se eleger senador, um reflexo do clima antipetista da época.
Conflitos e apoio político
Durante sua presidência no Senado, Pacheco se tornou um alvo para o ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente em questões ligadas à pandemia e ao impeachment de ministros do STF. Ele comandou a Casa de 2021 a 2025, enfrentando desafios significativos.
Na última quarta-feira, ele esteve presente em um jantar com representantes do PSB, que foi interpretado como um sinal claro de aliança. O presidente nacional João Campos, o presidente do PSB em Minas, Otacílio Costa, e o vice-presidente Geraldo Alckmin reforçaram o convite para Pacheco ingressar no partido.
Para Lula, a candidatura de Pacheco representa uma oportunidade valiosa, oferecendo ao ex-presidente um apoio em Minas Gerais, que é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil. Além disso, isso pode contribuir para apaziguar as tensões em relação à indicação de Jorge Messias ao STF, uma vez que Pacheco era o favorito entre os senadores para a corte.
As movimentações políticas estão em constante evolução e o cenário em Minas Gerais pode mudar rapidamente, à medida que os partidos definem suas estratégias.



