
Em um evento realizado na sede nacional do PSD, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, fez uma declaração contundente sobre a pré-candidatura à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo informações publicadas pelo Poder360, Caiado afirmou que Flávio carece de “vivência” e “experiência” para governar o país.
O governador, que completará 77 anos, ressaltou que a falta de interação de Flávio com o Congresso e o Judiciário pode comprometer sua capacidade de liderança. “Ele não teve essa experiência. Não acumulou essa vivência,” afirmou Caiado, mencionando a importância de habilidades de negociação no governo.
Idade e Governança
Em suas declarações, Caiado também manifestou preocupação com o “ímpeto da idade” de Flávio, sugerindo que isso poderia afetar a clareza e a maturidade em suas decisões. Ele frisou que governar exige diálogo e ponderação: “Governar não se governa por decreto. Se governa dialogando, se governando sentando à mesa.”
Aceno aos Bolsonaristas
Apesar das críticas a Flávio Bolsonaro, o governador fez um aceno à base bolsonarista, prometendo que, caso eleito, sua primeira ação seria conceder uma anistia “ampla e irrestrita” a Jair Bolsonaro e aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro.
Decisão de Candidatura
Caiado revelou que sua candidatura à Presidência foi influenciada pela decisão do governador do Paraná, Ratinho Junior, de permanecer em seu cargo. Análises internas do PSD sugeriam que Ratinho era um forte concorrente dentro da sigla, especialmente por seu desempenho nas pesquisas eleitorais.
A tensão no Paraná, onde o senador Sérgio Moro lidera as disputas eleitorais, também pesou na decisão de Caiado. A preocupação de Ratinho em não conseguir assegurar um sucessor no Estado foi um fator determinante.
Perfil de Ronaldo Caiado
Natural de Anápolis (GO), Ronaldo Caiado é médico e especialista em cirurgia de coluna vertebral, com formação na UFRJ. Ele está em seu segundo mandato como governador de Goiás, após uma carreira que inclui cinco mandatos como deputado federal e uma passagem como senador. Caiado se lançou à corrida presidencial em abril de 2025, com foco em segurança pública e agronegócio.
Recentemente, ele deixou a União Brasil para se filiar ao PSD, numa decisão impulsionada por divergências internas que inviabilizaram sua candidatura pela primeira sigla.



