
A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados protocolou, nesta terça-feira (24 de março de 2026), um pedido de afastamento do senador Carlos Viana (Podemos-MG) da presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O requerimento, enviado à presidência do Congresso Nacional, justifica a solicitação com base em um alegado conflito de interesse.
De acordo com informações publicadas pelo Poder360, a relação de Viana com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está em investigação sob suspeitas de irregularidades financeiras, levanta preocupações sobre sua integridade para liderar a comissão. O documento completo do pedido pode ser acessado aqui (PDF – 426 kB).
Prazo Estipulado pelo STF
Recentemente, na quinta-feira (19 de março), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, concedeu um prazo de cinco dias para que Carlos Viana e o Senado se expliquem sobre possíveis irregularidades relacionadas a emendas de R$ 3,6 milhões destinadas à Fundação Oásis, vinculada à Igreja Batista da Lagoinha. A decisão foi baseada em uma petição apresentada pelo deputado Rogério Correia e pelo deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ), que alegam a possibilidade de desvios nas transferências de fundos.
Os parlamentares destacam que o valor foi gradualmente transferido em três etapas: R$ 1,5 milhão em 2019 para a Prefeitura de Belo Horizonte, R$ 1,47 milhão em 2023 para a unidade de Capim Branco, e, por fim, R$ 650,9 mil em 2025 à mesma localidade. Para os autores da petição, essa sequência de repasses caracteriza um possível desvio de finalidade nas doações.
A relação entre a Igreja da Lagoinha e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, também é examinada, e menciona-se a prisão de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, em uma operação denominada Compliance Zero.



