
O julgamento do caso de Henry Borel, que investiga a morte do menino de quatro anos, foi adiado nesta segunda-feira (23) devido ao abandono do plenário por parte de advogados de defesa do ex-vereador Dr. Jairinho. A nova data da sessão está marcada para 25 de maio.
A audiência começou às 9h e se prolongou por mais de duas horas com intensos debates. A defesa solicitou um adiamento, alegando que não teve acesso completo às provas do caso, mas o pedido foi negado pela juíza, que considerou que não havia prejuízo ao direito de defesa, visto que as questões em discussão já haviam sido abordadas anteriormente.
Diante da recusa, o advogado Zanone Júnior, que representa Jairinho, decidiu deixar o plenário, seguidos pelos outros advogados. Essa atitude resultou na interrupção da sessão.
A juíza avaliou essa saída como inadmissível, classificando-a como um ato atentatório à dignidade da Justiça, conforme os códigos de Processo Civil e Penal. Em sua decisão, ela determinou que os cinco advogados fossem responsabilizados pelo ressarcimento dos custos do adiamento do julgamento.
Além disso, um ofício será enviado à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para investigar possíveis infrações éticas por parte dos defensores, e a Presidência do Tribunal de Justiça será informada sobre os custos que o Estado suportou, incluindo despesas com jurados, testemunhas, e outros gastos operacionais, para que haja ressarcimento ao erário.
A juíza também notificará o ministro Gilmar Mendes sobre os acontecimentos da sessão.
O promotor Fábio Vieira expressou sua preocupação com a saída da defesa, argumentando que tal atitude prejudica o andamento do julgamento. Já o assistente de acusação, Cristiano Medida na Rocha, sugeriu que, em futuras audiências, a Defensoria Pública seja convocada para assegurar que o processo não sofra novos atrasos.
Para mais detalhes sobre o caso, acesse a reportagem original publicada pelo R7.



