
https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9" title="Assine a newsletter Brasil 247" loading="lazy" frameborder="0" scrolling="no" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" class="mlCtaIframeNa cerimônia, Lula destacou a necessidade de uma cooperação global e apresentou as prioridades do Brasil para o encontro. De acordo com o presidente, a preservação do meio ambiente requer esforços conjuntos entre países e ressaltou o papel das espécies migratórias na manutenção do equilíbrio ecológico.
“Proteger esses animais é proteger a própria vida no planeta”, disse Lula, que também sublinhou a urgência de integrar políticas ambientais em nível global e aumentar os recursos destinados a países em desenvolvimento. O presidente mencionou a proposta para universalizar a Declaração do Pantanal.
Prioridades da Presidência Brasileira
O chefe do Executivo enumerou três eixos principais para a atuação brasileira: a articulação em torno dos acordos internacionais sobre clima, biodiversidade e desertificação; a mobilização de financiamento para ações ambientais; e a ampliação da participação de nações na proteção das espécies migratórias. Lula anunciou a criação de uma unidade de conservação no norte de Minas Gerais, que abrange 41 mil hectares, e a expansão de áreas protegidas no Pantanal e na Estação Ecológica de Taiamã, no Mato Grosso.
O presidente também apresentou dados sobre políticas ambientais em curso no Brasil, como a queda do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, além da eficácia das ações que levaram à diminuição das queimadas no Pantanal. Além disso, mencionou iniciativas para criação de áreas marinhas protegidas e a candidatura de Abrolhos ao Patrimônio Mundial da Unesco, destacando a meta de proteger 30% da área oceânica até 2030, conforme acordos internacionais.
Análise do Cenário Global
Ao discutir a situação global, Lula abordou as tensões geopolíticas e criticou a falta de ação do Conselho de Segurança da ONU na resolução de conflitos, ressaltando que “um mundo sem regras é um mundo inseguro”. Ele reafirmou a importância do multilateralismo e a necessidade de políticas de acolhimento, em vez de discursos de exclusão.
Discurso na Integra
O presidente também fez uma série de agradecimentos a lideranças presentes no evento e ressaltou a importância do local escolhido para a conferência, que é uma área estratégica, próxima ao Pantanal, um dos ecossistemas mais ricos do planeta. “A Convenção sobre Espécies Migratórias nos lembra que migrar é natural”, destacou.
Lula concluiu sua fala reforçando que a sobrevivência das espécies depende de uma ação coletiva e que as mudanças climáticas, a poluição e a falta de planejamento são desafios cada vez mais prementes. A COP15, segundo ele, deve avançar na defesa da natureza e da humanidade.



