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Brasil

Tenente-coronel nega crime e investigações revelam indícios de assassinato de esposa

Tenente-coronel é investigado por morte da esposa e por assédio sexual em meio a polêmica sobre situação de relacionamento

De acordo com informações do UOL, um tenente-coronel da Polícia Militar está sob investigação pelo suposto assassinato da esposa, Gisele. O oficial alega que ela cometeu suicídio, sendo esta versão contestada por laudos periciais que indicam evidências de homicídio. Os documentos apontam que Gisele foi mobilizada de costas, baleada, e posteriormente, sua arma foi colocada em sua mão. Há indícios de que o tenente-coronel poderia ter demorado a chamar ajuda para ocultar evidências do crime.

Conforme relatado na narrativa do oficial, o casal estava em processo de separação e teria decidido ter relações íntimas “pela última vez”. Após esse evento, segundo seu depoimento, eles voltaram a dormir em quartos separados, situação que já se arrastava por cerca de oito meses, após Gisele levantar suspeitas de traição.

Análise Pericial Revela Dados Cruciais

Um dos pontos centrais da investigação gira em torno de um exame sexológico realizado no corpo da vítima. O médico legista responsável pela análise confirmou a “existência de coito vaginal recente”. O laudo foi realizado após a exumação do corpo de Gisele no dia 7 de março. Além disso, a perícia coletou material do canal vaginal para comparação de DNA, e os resultados ainda não foram divulgados, conforme o relatório da Polícia Civil, ainda segundo o UOL.

No documento entregue ao Judiciário, o delegado responsável destacou que essa evidência pericial é “de relevância central para a investigação”. A defesa do tenente-coronel alegou que a declaração do cliente não apresenta contradições, reafirmando que o casal estava, sim, em quartos separados antes da fatalidade.

Denúncias de Assédio Sexual

Além do caso de Gisele, o tenente-coronel enfrenta acusações de assédio sexual e moral contra suas subordinadas. A denúncia do Ministério Público de São Paulo aponta que o oficial tinha histórico de assédio, utilizando sua posição hierárquica para manipular funções e postos de trabalho de mulheres que não atendiam às suas demandas. Este contexto agrava ainda mais a situação do oficial, que se encontra sob intensa investigação.

O desdobramento desse caso poderá ter implicações profundas não apenas no âmbito pessoal do tenente-coronel, mas também na Polícia Militar, que já enfrenta denúncias de insatisfação interna e questões de assédio.

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