
O Departamento de Conservação da Fauna Silvestre (CECFau), situado em Araçoiaba da Serra, interior de São Paulo, anunciou a chegada do primeiro filhote de mico-leão-preto em 2026. Esta espécie é considerada uma das mais ameaçadas de extinção na Mata Atlântica, conforme reportado pela CNN Brasil.
O nascimento ocorreu há cerca de quatro semanas, mas a informação foi divulgada apenas nesta sexta-feira (20), uma vez que esse período inicial é crucial para a sobrevivência do animal. O filhote é filho de Keila e Tupac, ambos oriundos da extinta Fundação Zoológica de São Paulo. Nos primeiros dias de vida, o filhote permaneceu próximo à mãe, enquanto que, após esse tempo, passou a ser transportado pelo pai, retornando à mãe apenas para se alimentar.
Atualmente, o CECFau abriga 15 indivíduos da espécie e já contabilizou 34 nascimentos desde o início do programa dedicado a essa conservação. Destes, 16 animais foram transferidos para outras instituições com o intuito de contribuir com a preservação da espécie.
Mayara Caiaffa, médica veterinária do CECFau, afirmou que "o nascimento desse filhote é extremamente significativo, pois cada novo indivíduo representa um passo importante para a conservação da espécie." Ela enfatizou a importância dos cuidados intensificados nas primeiras semanas de vida do filhote, destacando que sua saúde e a observação do comportamento natural dos pais são indicadores positivos do sucesso do programa.
Mico-leão-preto: Uma espécie rara
Esse primata é endêmico do estado de São Paulo e simboliza a biodiversidade paulista. Dados indicam que existem cerca de 1.600 mico-leões-pretos na natureza e aproximadamente 80 sob cuidados humanos.
A preservação da espécie requer uma abordagem integrada, que abrange desde pesquisas de campo, manejo populacional até restauração de áreas florestais e a conexão entre fragmentos da Mata Atlântica. O CECFau se destaca como uma referência nacional na conservação de espécies e na geração de conhecimento técnico-científico voltado à biodiversidade.
Além do mico-leão-preto, o programa abriga outras espécies como a arara-azul-de-lear, o sagui-da-serra-escuro e a perereca-pintada-do-rio-pomba.
Sob supervisão de Thiago Félix











