
Recentemente, durante uma sessão na Assembleia Legislativa de São Paulo, a deputada estadual Fabiana Bolsonaro gerou controvérsia ao realizar uma encenação que envolveu a pintura de sua pele com tinta escura. Essa ação foi protagonizada como crítica à eleição da deputada federal Erika Hilton como presidente da Comissão de Direitos Humanos.
Durante sua apresentação, Fabiana declarou: “Eu, sendo uma pessoa branca, vivendo tudo o que eu vivi como uma pessoa branca, agora aos 32 anos, decido me maquiar, me travestir como uma pessoa negra… E aqui, eu pergunto: E agora? Eu virei negra?”. Com essa afirmação, a deputada não apenas deslegitimou a representação de Erika Hilton, mas também levantou questões sobre transgeneridade e racismo em suas colocações.
Vale recordar que, na campanha municipal de 2020, Fabiana se candidatou a vice-prefeita da cidade de Barrinha sob o nome de Fabiana Barroso, identificando-se como uma pessoa branca na Justiça Eleitoral. Sua recente atuação na Assembleia parece desafiar sua própria história de identidade.
Este episódio levanta preocupações sobre o discurso e as práticas de pessoas públicas em relação a questões de diversidade e representação. A reação ao ato de Fabiana tem sido intensa, refletindo um clamor por uma discussão mais respeitosa e consciente sobre identidade e direitos humanos.











