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Brasil

Servidora do Paraná nega hostilidades a Flávio Dino e revela tensão em voo do STF

A servidora pública Maria Shirlei Piontkievicz se tornou alvo de uma ação no STF após ser acusada de hostilizar o ministro Flávio Dino em um voo. De acordo com informações publicadas pelo Metrópoles, a servidora defendeu-se dizendo que não ofendeu o magistrado durante o incidente, que ocorreu em setembro de 2025. Ela afirmou que ficou assustada ao ser abordada por seguranças de Dino.

“Não chamei o Dino de lixo, não me otimizem”, explicou Maria Shirlei, destacando que sua intenção era discutir um assunto importante que observou no Maranhão. A servidora relatou que se assustou quando os seguranças se aproximaram dela. “Vi outro segurança dele sem cabelo e depois soube que estavam 11 assessores em volta”, acrescentou.

Maria Shirlei esclareceu que não tentou agredir o ministro devido a problemas de saúde: “Estou com três hérnias de disco na cervical e só estava pedindo para passar”. Ela também mencionou que, ao sentar-se no avião, comentou que Flávio Dino queria “implantar o comunismo no Brasil”, tendo sido confrontada por assessoras do ministro que, segundo ela, afirmaram que isso já era uma realidade.

A servidora do Estado do Paraná, que atua no Hospital do Trabalhador em Curitiba desde 2008, foi detida após o incidente e atualmente enfrenta acusações de injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança do transporte aéreo. A situação ocorreu em um voo que partia do Aeroporto de São Luís com destino a Brasília.

Versão do Gabinete de Flávio Dino

Conforme registrado no processo, ao notar a presença de Dino na aeronave, Maria Shirlei teria proferido frases depreciativas e chamado a atenção de outros passageiros de forma hostil. Ao chegar em Brasília, ela foi detida pela Polícia Federal, indiciada pelos crimes mencionados, e atualmente aguarda o andamento do processo, que corre em sigilo no STF.

A assessoria de Flávio Dino divulgou uma nota esclarecendo que o ministro estava trabalhando e que a servidora começou a provocar conflitos assim que embarcou. A nota também destacava que seu comportamento cessou somente após intervenção da tripulação e alerta de um agente da Polícia Federal, que foi acionado durante o voo.

Ainda segundo a assessoria, Maria Shirlei tentou se aproximar do assento do ministro, sendo contida por um segurança. A servidora, por sua vez, alegou que nunca fez declarações depreciativas e que sua imagem foi distorcida pela equipe de Flávio Dino, afirmando que tomará as providências legais necessárias.

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