
A disputa pela licitação do Metrô de São Paulo gera polêmica entre o consórcio Agis e o grupo 9 de Julho. A Agis argumenta que a obra chinesa estaria situada em uma área rural, enquanto a 9 de Julho apresenta documentos do governo chinês que comprovam sua localização em uma zona urbana. A cidade de Shenzhen é citada, sendo uma metrópole com 18 milhões de habitantes onde as construtoras atuam.
Em uma análise feita pelo Metrô de São Paulo, foi dado suporte à Agis. O levantamento, realizado por meio do Google Earth, evidenciou que as construtoras chinesas não conseguiram demonstrar capacidade para realizar edificação em áreas densamente povoadas.
Uma liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), concedida pela desembargadora Tania Ahualli, mantém o grupo 9 de Julho na licitação enquanto a situação é analisada. O consórcio argumenta que o Metrô deve realizar visitas para verificar obras já concluídas e a capacidade das empresas para projetos dessa magnitude.
O Metrô de São Paulo informa que a desclassificação do consórcio seguiu rigorosamente as normas estabelecidas no edital. Em defesa, a estatal explicou que a análise técnica concluiu que o local escavado na China era inóspito na época. O consórcio teve a oportunidade de contestar essa conclusão, mas não conseguiu apresentar evidências capazes de alterar a decisão.
Uma nota enviada ao UOL mencionou que, embora o atestado técnico do consórcio indicasse um trecho inóspito na época da construção, a análise aprofundada revelou que não foram apresentadas provas objetivas que comprovassem a localização em área urbana conforme exigido pelo edital.
Além disso, a estatal desconsiderou alegações de irregularidades na contratação do ex-diretor responsável pela elaboração do edital. O Metrô afirmou que as decisões são tomadas de forma colegiada e que todos os critérios são definidos com base no princípio da segregação de funções.











