
Os preços do petróleo tiveram um novo aumento nesta quinta-feira, 12 de março, alcançando a marca de US$ 100 por barril. Essa alta ocorre após três ataques a navios cargueiros no Golfo Pérsico, em meio às tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel. Segundo informações publicadas pela BBC News, dois petroleiros foram atingidos por um "projétil desconhecido" próximo ao Iraque, enquanto um navio porta-contêineres sofreu um ataque próximo aos Emirados Árabes.
Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia previsto que o preço do petróleo cairia, alegando que a queda seria maior do que o imaginado. Atualmente, a situação no Oriente Médio se intensifica, com novos bombardeios israelenses resultando em várias mortes, incluindo pelo menos oito pessoas na orla de Beirute.
Ataques a Navios no Golfo
De acordo com a UK Maritime Trade Operation (UKMTO), três navios comerciais foram atacados durante a noite. A autoridade britânica de navegação alertou que a cautela ao navegar pela região é essencial. Entre 28 de fevereiro e 11 de março, treze navios já haviam sido atacados nas proximidades do Estreito de Ormuz.
Os ataques recentes deixaram um saldo preocupante. Dois navios foram atingidos nas águas do Iraque, 9 km da costa, resultando em incêndios a bordo. A Agência de Notícias Iraquiana (INA) informou que 38 tripulantes foram resgatados, mas uma pessoa morreu.
Situação Petrolífera
Após a alta dos preços do petróleo, que já chegou a US$ 120 em dias anteriores, o Brent era negociado em torno de US$ 97, com um aumento de 6% nas negociações asiáticas. Essa oscilação é resultado da insegurança em relação à situação no Golfo Pérsico, que permanece uma zona de risco para petroleiros. Segundo Martin Ma, do Instituto de Tecnologia de Singapura, os investidores preveem que o conflito se prolongará, o que impede que as liberações de reservas de emergência tenham um impacto duradouro no mercado.
O Irã, por sua vez, declarou que tentativas ocidentais de manipular os preços não terão sucesso e prevê uma escalada nos mesmos.
Conflito em Curso
Os ataques aéreos de Israel no Líbano afetaram áreas muito distantes das bases do Hezbollah, com registros de bombardeios na costa de Beirute. O Hezbollah retaliou ao disparar mais de 100 foguetes contra diversas localidades em Israel.
Os ataques do Irã não se limitam ao país; um incêndio significativo foi registrado no Bahrein, enquanto em Omã as autoridades combatem um incêndio em tanques de armazenamento de combustível. Os bancos internacionais estão reavaliando suas operações na região, e um arranha-céu em Dubai foi danificado por um drone que supostamente "caiu no prédio".
Esses eventos evidenciam um cenário de crescente instabilidade que continuará a impactar mercados e a segurança regional.











