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Internacional

Iraque suspende operações em portos de petróleo após novos ataques do Irã a navios

O Iraque suspendeu as operações em todos os portos de petróleo após um ataque realizado pelo Irã, que deixou dois navios petroleiros danificados nas proximidades do porto de al-Faw. Desde o início do atual conflito no Oriente Médio, 17 embarcações foram atacadas no Golfo Pérsico, sendo seis delas atingidas apenas na noite anterior.

Segundo informações publicadas pelo O Globo, os navios afetados, o Safesea Vishnu, com bandeira das Ilhas Marshall, e o Zefyros, com bandeira de Malta, estavam carregando combustíveis. A Organização Estatal Iraquiana para a Comercialização de Petróleo (SOMO) confirmou que a embarcação Safesea Vishnu foi fretada por uma empresa local, e o Zefyros estava transportando condensado da Basra Gas Company.

Em meio a esse caos, o Bahrein emitiu um alerta para que os moradores permanecessem em casa após um ataque iraniano a tanques de combustível na quinta-feira, 12 de março. O Ministério do Interior do Bahrein descreveu o evento como uma agressão direta a uma instalação na província de Muharraq, instando a população das áreas afetadas a minimizar a exposição à fumaça.

Os conflitos na região têm causado uma paralisia quase total no transporte marítimo do Golfo Pérsico, especialmente no estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o tráfego de petróleo do mundo. Este cenário resultou em um aumento significativo dos preços globais do petróleo, que ultrapassaram a barreira dos US$ 100 por barril.

Teerã emitiu um aviso contundente, sugerindo que os preços do petróleo podem chegar a US$ 200 por barril caso as hostilidades continuem. A Guarda Revolucionária do Irã declarou que tomaria medidas severas para impedir que o petróleo fosse enviado para os EUA, Israel ou seus aliados.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu dizendo que Washington estaria pronto para intensificar os ataques caso o Irã bloqueasse as exportações de petróleo, assegurando que a força militar norte-americana ainda é um fator dominante na região, já que a maioria da marinha iraniana, segundo ele, foi severamente afetada.

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