
Em despacho realizado nesta quarta-feira, poucos instantes após ser designado relator da ação, Toffoli alegou ‘motivos de foro íntimo’ para se afastar do caso. O processo foi redistribuído ao gabinete do ministro Cristiano Zanin após um novo sorteio.
Inicialmente responsável pelo Caso Master, Toffoli deixou a relatoria após ser revelado que uma empresa da qual é sócio vendeu parte de um resort a um fundo associado ao banco em 2021. A Polícia Federal já havia solicitado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, o afastamento de Toffoli do caso. Posteriormente, o processo foi repassado ao ministro André Mendonça.
Rodrigo Rollemberg solicitou à Mesa Diretora da Câmara a criação da CPI para investigar as supostas fraudes na negociação da aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília. No requerimento, Rollemberg destacou que o pedido foi apoiado por mais de 200 parlamentares, atendendo assim ao requisito de um terço dos membros da Câmara para a instalação da comissão.
Em sua petição, o deputado enfatizou a “gravidade dos fatos que a CPI deve investigar”, classificando-os como “de proporções alarmantes”. Contudo, a implementação da comissão enfrenta a “resistência pessoal” do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
“A inércia prolongada na investigação das graves fraudes financeiras que envolvem o Banco Master e o BRB pode ocasionar danos irreparáveis ao sistema financeiro, à confiança dos investidores e à própria imagem da fiscalização parlamentar.” Rollemberg destacou também a importância nacional da apuração, apontando que o escândalo poderia revelar “profundas e preocupantes” ligações de Vorcaro com integrantes dos Três Poderes.



