
O procurador federal expressou sérias preocupações sobre a credibilidade do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, afirmando que a gestão de Márcio Pochmann à frente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) compromete a autonomia científica do órgão. Segundo informações publicadas pelo UOL Economia, as alegações incluem a possibilidade de uso político das estatísticas oficiais.
Além disso, a representação aponta uma suposta perseguição dentro do instituto, onde técnicos experientes estariam sendo substituídos por funcionários recentemente contratados, uma mudança que, conforme o procurador, ocorre com base em critérios ideológicos e fere princípios da administração pública. Isso caracteriza, segundo ele, um processo de aparelhamento do instituto, o que levanta questionamentos sobre a integridade das informações divulgadas.
Outro ponto criticado é a suposta criação irregular da Fundação IBGE+. O documento destaca que essa estrutura paralela foi instituída sem a aprovação de uma lei específica, desconsiderando também um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), que declarou a medida nula.
O procurador alerta ainda para os potenciais prejuízos ao erário. Ele enfatiza que a perda de credibilidade nas estatísticas oficiais, especialmente no que diz respeito ao PIB e aos índices de inflação, pode impactar negativamente as finanças públicas. O pedido de afastamento de Pochmann menciona que "o descrédito nas estatísticas oficiais possui elevado potencial de causar dano ao erário".
A atual gestão do IBGE também é criticada por ameaçar a divulgação de dados da construção civil. Conforme reportado, falhas na renovação de acordos com a Caixa Econômica Federal podem resultar na interrupção do Sinapi, sistema essencial para controle de custos em obras públicas.
Márcio Pochmann, que assumiu a presidência do IBGE em agosto de 2023, possui um histórico no governo, sendo professor da Unicamp e filiado ao PT desde os anos 1980. Ele já liderou o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) durante o segundo mandato do ex-presidente Lula.



