
Segundo informações publicadas pelo UOL, o tenente-coronel Geraldo Leite relatou que, ao entrar no banheiro de seu apartamento para tomar banho, ouviu um barulho que o levou a sair. Ao fazê-lo, encontrou sua companheira, a soldado da Polícia Militar Gisele, caída na sala, com uma arma em mãos e sofrendo sangramento intenso.
Perícia e Apreensões
Conforme o boletim de ocorrência, a polícia solicitou perícia no local. Além disso, foi requisitado exame para averiguar a presença de pólvora nas mãos de ambos. Durante a investigação, foram apreendidos uma pistola Glock .40, pertencente à Polícia Militar de São Paulo, três celulares, dois carregadores, dois cartuchos e uma bermuda do tenente-coronel. Gisele deixa uma filha de 7 anos de um relacionamento anterior.
Relacionamento Conturbado
A mãe de Gisele relatou às autoridades que a relação da filha com Geraldo era "extremamente conturbada". Segundo ela, o tenente-coronel apresentava comportamentos abusivos e violentos, restringindo a liberdade da soldado, como proibições de usar maquiagem e salto alto, além de exigir que várias tarefas domésticas fossem cumpridas rigorosamente.
Pressão e Desesperança
A mãe também mencionou que, em uma ocasião anterior à tragédia, Gisele expressou a vontade de se separar. Em resposta, Geraldo teria enviado uma imagem em que apontava uma arma para a própria cabeça. Dias antes da sua morte, Gisele telefonou para sua mãe em estado de desespero, alegando que não estava conseguindo lidar com a pressão e manifestando seu desejo de se separar de Geraldo. Embora o pai da soldado tenha tentado buscá-la, Gisele hesitou e optou por continuar a conversa sobre o término.
A situação enfatiza a necessidade de atenção e apoio para pessoas que enfrentam relações abusivas, ressaltando a importância de abordar esses temas com urgência e seriedade.



