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Brasil

Ministro do STF classifica pedido da PGR como lamentável em Operação no Master

Em meio a intensas discussões judiciais, a Procuradoria Geral da República (PGR) defendeu a necessidade de técnica adequada em sua atuação em casos criminais. Essa manifestação surge após críticas do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em relação ao pedido da PGR para a prorrogação do prazo para se manifestar sobre a prisão do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e de outros três indivíduos acusados de intimidação de opositores do empresário. As informações foram inicialmente divulgadas pelo Poder360, que confirma a posição da PGR.

Na decisão que autorizou a terceira fase da Operação Compliance Zero, Mendonça considerou “lamentável” o pedido da PGR para ampliar o prazo de análise. Ele destacou que a Procuradoria não identificou elementos que justificassem intervenções cautelares contra os investigados.

Resposta da PGR e defesa de Gonet

Em resposta, Paulo Gonet, titular da PGR, argumentou que não poderia agir de forma “imponderada” e ressaltou que a gravidade dos delitos não é suficiente para a imposição de medidas cautelares. Ele afirmou que as circunstâncias do caso precisam ser cuidadosamente analisadas, conforme sua nova manifestação.

Gonet indicou que, segundo a jurisprudência do STF, a mera gravidade do crime não é suficiente para justificar qualquer ação cautelar. O parecer da PGR enfatizou a ausência de riscos iminentes que exigissem um posicionamento mais drástico.

Indícios de Crimes e a Operação Compliance Zero

A 3ª fase da Operação Compliance Zero, em que Vorcaro está implicado, traz à tona acusações sérias. A Polícia Federal afirma que ele coordenava um núcleo que monitorava e intimidava opositores. Conversas interceptadas indicam que o empresário tentou forjar um “assalto” contra o jornalista Lauro Jardim, declarando: “Quero dar um pau nele”.

Mendonça destacou que os crimes investigados envolvem valores bilionários e podem impactar o sistema financeiro nacional, além de evidências de tentativas de acesso a informações sigilosas durante investigações em andamento.

Prisão dos Investigados e Ações Futuras

A investigação resultou na prisão preventiva de:

  • Daniel Vorcaro, apontado como líder da organização criminosa;
  • Fabiano Zettel, suspeito de realizar pagamentos e comandar a intimidação;
  • Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado, envolvido no monitoramento de adversários;
  • Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, integrante do grupo “A Turma”.

A operação também resultou em buscas e apreensões em 15 endereços relacionados aos investigados em São Paulo e Minas Gerais. O ministro Mendonça ordenou o afastamento de cargos públicos e o sequestro de bens em até R$ 22 bilhões.

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