
As mensagens revelam que Vorcaro dispunha de uma rede que monitorava e recebia informações, questionando a investigação da PF que alega que ele facilitou o acesso a informações privilegiadas. Um contato, por exemplo, enviou a Vorcaro em 2024 uma mensagem informando que “o inquérito 56/2024 não dará seguimento hoje no BC. Muitas operações fraudulentas no fundo internacional petróleo indeferimento. Não soube estancar o inquérito que iniciou e parou”.
A PF detalha que um grupo contratado por Vorcaro acessava dados de várias instituições, incluindo o Ministério Público Federal (MPF) e até organismos internacionais como o FBI e a Interpol, utilizando credenciais de terceiros, entre os quais um policial federal aposentado.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado pela PF como o “Sicário” e coordenador do grupo denominado “A Turma”, realizava consultas em sistemas restritos. De acordo com a investigação, ele recebia R$ 1 milhão mensais por seus serviços, que incluíam coletar informações sobre investigações em andamento.
As funções de Mourão se estendiam à vigilância e ao monitoramento de indivíduos considerados adversários de Vorcaro, incluindo autoridades e jornalistas. A PF destacou que ele organizava diligências para identificar e acompanhar pessoas relacionadas a investigações ou que criticavam as ações do grupo ligado ao Banco Master.
Além disso, Mourão era responsável por simular solicitações de órgãos públicos para retirar conteúdos e perfis em plataformas digitais. Até o momento, a PF não respondeu ao questionamento da CNN Brasil sobre possíveis investigações relacionadas ao acesso não autorizado aos sistemas da PF e ao vazamento de informações.



