Mãe de Marielle Franco passa mal durante julgamento em Brasília (DF) e é socorrida

A mãe de Marielle Franco, Marinete da Silva, sofreu um mal-estar durante o segundo dia de julgamento dos suspeitos do assassinato da ex-vereadora e de seu motorista, Anderson Gomes, no Supremo Tribunal Federal (STF). O incidente ocorreu na quarta-feira, 25 de fevereiro, enquanto a sessão estava em andamento.
Marinete foi prontamente assistida por brigadistas do STF, que monitoraram sua pressão arterial e batimentos cardíacos. Após receber os cuidados necessários, ela retornou ao plenário para acompanhar o desenrolar do julgamento.
O julgamento teve início na terça-feira, 24 de fevereiro, quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) reiterou as denúncias e solicitou a condenação de Domingos Brazão, Chiquinho Brazão, Rivaldo Barbosa e Ronald Paulo de Alves Pereira pelo assassinato de Marielle e Anderson, além da tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves. Segundo informações publicadas pela CNN Brasil, os irmãos Brazão seriam parte de uma organização criminosa armada, atuando em conexão com milícias e envolvidos em grilagem de terras no Rio de Janeiro.
Nesta quarta-feira, o julgamento avançou com o voto do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Em suas considerações, Moraes afirmou que Marielle estava contestando os interesses das milícias no momento de seu assassinato. O magistrado mencionou, ainda, a delação do ex-sargento Ronnie Lessa, condenado pelo assassinato, que afirmou que os mandantes do crime não estavam preocupados com a repercussão de suas ações.
Moraes frisou que Marielle, uma mulher negra e em posição de vulnerabilidade, confrontava interesses poderosos e corruptos. "Na cabeça misógina e preconceituosa dos mandantes e executores, quem iria ligar para isso?", enfatizou o relator em seu pronunciamento.
De acordo com a denúncia da PGR, os irmãos Brazão teriam encomendado a morte da vereadora por razões econômicas ligadas à regularização fundiária em regiões da zona oeste do Rio, que estão sob domínio de milícias. Marielle teriam enfrentado os irmãos em debates sobre projetos de regularização urbana e uso do solo.
Além de Marielle, o homicídio de Anderson Gomes, que estava presente no momento da execução, foi igualmente destacado, com a PGR alegando que os assassinatos foram motivados por uma promessa de recompensa aos executores e com o objetivo de proteger negócios imobiliários irregulares.











