
A Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro reabriu a investigação envolvendo o ex-vereador Carlos Bolsonaro, relacionada à suposta prática de “rachadinha” em seu gabinete na Câmara Municipal. Essa decisão ocorre após a Justiça local determinar que o caso fosse remetido ao Ministério Público para uma nova avaliação sobre possíveis ações para esclarecer a situação.
De acordo com informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a investigação estava anteriormente arquivada. O promotor Alexandre Graça, que havia oferecido uma denúncia contra ex-funcionários de Carlos, não incluiu o ex-vereador nas acusações, alegando que não havia evidências de irregularidades financeiras em sua movimentação.
Em uma decisão recente, o subprocurador-geral de Justiça de Atribuição Originária, Marcelo Pereira Marques, considerou o arquivamento do caso prematuro, levando o procedimento a ser enviado para outra Promotoria para uma análise mais aprofundada.
Na ocasião do arquivamento anterior, Carlos Bolsonaro manifestou tranquilidade em relação às acusações e expressou confiança na inocência de seus ex-funcionários. “Confio em todos os meus funcionários e tenho certeza de que todos provarão a fragilidade das acusações”, afirmou.
Embora a investigação inicial tenha sido encerrada sem a realização de diligências que poderiam esclarecer a situação financeira de Carlos, a diferença nas movimentações financeiras entre ele e seu irmão, Flávio Bolsonaro, chamou a atenção. O ex-vereador efetivamente sacou quase 90% do seu salário, enquanto Flávio fez retiradas bem menores, o que complica a identificação de eventuais desvios de recursos.
O promotor Graça se defendeu, dizendo que “as diligências necessárias foram realizadas” e ressaltou que as dúvidas levantadas sobre a investigação resultam de um desconhecimento do processo.



