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Bastidores da Justiça

Supremo julga mandantes do assassinato de Marielle Franco no Rio de Janeiro

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início, nesta terça-feira, 24, ao julgamento que pode levar à condenação dos mandantes do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes. As expectativas são altas, tanto entre familiares quanto na sociedade civil.

Segundo informações publicadas pelo Carta Capital, antes do início da sessão na Primeira Turma, Marinete da Silva, mãe de Marielle, expressou confiança de que o Estado brasileiro deve oferecer uma resposta contundente. “Estamos aqui, mais uma vez, para lidar com a importância desse júri de homens que jamais imaginaram que um dia seriam julgados”, afirmou.

O pai de Marielle, Antônio Francisco da Silva, compartilhou sua esperança nos ministros do Supremo, elogiando seu conhecimento jurídico. “Confio que eles não se deixarão levar pelas falácias dos advogados que defendem os acusados”, declarou.

Por sua vez, a viúva de Anderson, Agatha Reis, reiterou a urgência do julgamento, mencionando que este pode ser um marco para a justiça e a responsabilidade institucional. “Esse julgamento tem o poder de mostrar que posições institucionais não podem servir de blindagem para a prática de crimes”, disse.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle, enfatizou a necessidade de que nenhum crime permaneça impune no Brasil. “Os familiares das vítimas continuam lutando por respostas. O legado e a resposta que podem sair aqui hoje e amanhã representam uma valorização da democracia”, comentou.

Mônica Benício, viúva da ex-vereadora, destacou a complexa interseção entre política, polícia e crime organizado que permeia o caso de Marielle e Anderson. “Não podemos falar de justiça plena sem eliminar a estrutura que possibilitou seus assassinatos”, afirmou.

A filha de Marielle, Luyara Santos, por sua vez, expressou que a verdadeira justiça passa pela responsabilização e a reparação adequada para as famílias afetadas. “A justiça plena não se concretiza sem a responsabilização e a não repetição de situações como essa”, enfatizou.

Os Acusados

A Procuradoria-Geral da República apontou que cinco indivíduos são os principalizados no planejamento do crime. Entre eles estão o ex-deputado federal Chiquinho Brazão (União-RJ), o deputado estadual Domingos Brazão (MDB-RJ), o então chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, o major da PM do RJ, Ronald Pereira, e o assessor de Domingos, Robson Fonseca.

Penas Severas

Se condenados por todos os crimes pelos quais são acusados, os réus podem enfrentar penas de até 58 anos de prisão, de acordo com as disposições apresentadas pela Procuradoria-Geral da República.

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