
Um laudo médico emitido pela Polícia Federal (PF) indica que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta alterações neurológicas. O documento foi divulgado nesta sexta-feira (6), enquanto Bolsonaro cumpre pena na unidade Prisional de Papudinha, em Brasília.
A PF relatou que “o histórico de queda recente e desequilíbrio ao deambular direcionou a perícia para um exame neurológico cuidadoso”, identificando alterações no exame físico e levantando hipóteses com base em informações coletadas. Bolsonaro, que sofreu um traumatismo craniano leve ao cair e bater a cabeça em um móvel na cela no início do ano, encontra-se sob avaliação médica regular.
O laudo ressalta a possibilidade de déficit de micronutrientes, especialmente hipovitaminoses do complexo B, devido à idade e a uma dieta deficiente em frutas, verduras, laticínios e proteínas. A PF também aponta a polifarmácia, que caracteriza o uso de múltiplos medicamentos, como um fator que pode elevar o risco de eventos adversos.
Adicionalmente, a análise informa que “o uso concomitante de medicamentos que atuam no sistema nervoso central e cardiovascular cria um cenário farmacológico de risco”, indicando que os efeitos adversos, como sedação e tontura, estão associados ao risco de quedas.
A PF também conclui que Bolsonaro recebe tratamento médico adequado na Papudinha, onde está detido desde 15 de janeiro de 2023. Com os resultados do laudo, as chances de uma transferência para prisão domiciliar se tornam mais remotas.
Pedido de manifestação sobre o laudo
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa de Jair Bolsonaro e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem em até cinco dias sobre o laudo médico da PF. Ambos têm a opção de solicitar complementações ao documento.
Moraes também destacou que não há necessidade de manter o sigilo sobre a documentação apresentada pela Polícia Federal.











