
Brunel, considerado um dos principais associados de Epstein, foi preso em 2020 no âmbito das investigações sobre abuso e tráfico sexual. Ele foi encontrado morto em sua cela na prisão de La Santé, em Paris, em 2022, em um caso tratado oficialmente como suicídio. Nos documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Brunel aparece em mais de cinco mil relatos, embora especialistas alertem que isso não implica necessariamente envolvimento direto com Epstein.
Outras menções e reações
Pessoas proeminentes do Brasil, incluindo os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, também são mencionadas nos documentos. O Palácio do Planalto negou qualquer interação entre Lula e Epstein, afirmando: “Essa informação não procede. A citada ligação telefônica nunca aconteceu”, conforme divulgado à CNN Brasil.
Busca por agências de modelos
E-mails adicionais datados de 2016 demonstram que Epstein nutria interesse em adquirir agências de modelos brasileiras para “acessar” essas mulheres. Em mensagens com um intermediário identificado como Ramsey Elkholy, Epstein explica que a aquisição permitiria acesso completo aos modelos, com possibilidades de levá-las para os EUA ou lugares como Paris e o Caribe. Entre as agências mencionadas estavam Way Model Management, Ford Models e Elite Model.
A acusação de 2020 informa que modelos brasileiras associadas a Brunel foram interrogadas. Elas eram descritas como “funcionárias, namoradas ou garotas que viajavam com ele regularmente”, assim como aquelas que visitavam Epstein de outras localidades.
Divulgação de documentos
No dia 30 de janeiro deste ano, o Departamento de Justiça dos EUA fez a liberação de mais de 3 milhões de páginas, 2 mil vídeos e 180 mil imagens relacionados às investigações de Jeffrey Epstein. Essa divulgação encerrou uma disputa entre a administração americana, juízes federais e legisladores sobre como os documentos seriam liberados.
Embora parte das informações possa ser mantida sob sigilo, como dados de vítimas e materiais sensíveis, essa liberação destaca a abrangência internacional do caso e as tentativas de Epstein de explorar modelos brasileiras.











