
A ex-modelo brasileira Luma de Oliveira foi mencionada em comunicações entre Jeffrey Epstein, magnata condenado por abuso e tráfico sexual, e o agente de modelos francês Jean-Luc Brunel, no ano de 2012. Nas mensagens, Epstein indaga Brunel sobre a “namorada de Eike Batista”, ao que Brunel responde: “Eu citei a Luma de Oliveira; ele era ou é casado com ela.”
Luma de Oliveira e o empresário Eike Batista mantiveram um relacionamento entre 1991 e 2004, embora na época da troca de e-mails já estivessem separados havia oito anos. Brunel, considerado um associado próximo de Epstein, foi preso em 2020 durante as investigações sobre o caso e foi encontrado morto em sua cela em Paris em 2022, com o óbito sendo investigado como suicídio.
Os registros vinculam Brunel a mais de cinco mil documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. É importante ressaltar que a menção a nomes nos arquivos de Epstein não implica necessariamente em envolvimento direto com ele. Outras figuras brasileiras, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro, também foram citadas na mesma documentação.
O Palácio do Planalto negou quaisquer interações entre Lula e Epstein, afirmando a uma reportagem da CNN Brasil que “essa informação não procede. A citada ligação telefônica nunca aconteceu”.
Busca por modelos brasileiras
Outra comunicação de 2016, entre Epstein e Ramsey Elkholy, revelou que o empresário buscava adquirir agências de modelos no Brasil, com o intuito de “acessar” às mulheres. Elkholy afirmou em um dos e-mails que essa aquisição permitiria levar as garotas para qualquer lugar dos EUA, além de Paris ou Caribe, mencionando que uma agência brasileira poderia cuidar dos vistos americanos.
As agências Way Model Management, Ford Models e Elite Model foram citadas nesta troca. Adicionalmente, documentos da investigação apontam que modelos brasileiras que frequentavam Epstein, com o auxílio de Brunel, foram interrogadas pela polícia. Essas mulheres eram descritas como “funcionárias, namoradas ou garotas que viajavam com ele regularmente” ou que vinham de outras cidades ou países.
Caso Epstein
Em 30 de janeiro, o Departamento de Justiça dos EUA divulgou uma extensa coleção de documentos sobre a investigação de Epstein, contendo mais de 3 milhões de páginas, 2 mil vídeos e 180 mil imagens. Essa divulgação pôs fim a meses de discussões entre a administração americana e outras autoridades sobre a forma e o conteúdo da publicação dos arquivos.
O governo, durante a administração do presidente Trump, poderá ainda realizar alterações nos documentos, incluindo a ocultação de informações pessoais de vítimas, materiais de abuso sexual ou qualquer dado que comprometa investigações federais em andamento.











