
Paul Dano quebrou o silêncio sobre os comentários negativos de Quentin Tarantino, expressos durante uma entrevista em janeiro. O ator, presente na celebração dos 20 anos de “Pequena Miss Sunshine” no Festival de Sundance nesta quarta-feira (28), enfatizou a solidariedade da comunidade artística como resposta ao ataque. “Fiquei incrivelmente grato que o mundo falou por mim para que eu não precisasse dizer nada”, declarou à Variety.
As declarações de Tarantino, que chamou Dano de “ator mais fraquinho” do sindicato de Hollywood, foram feitas no The Bret Easton Ellis Podcast. O diretor criticou a performance de Dano em “Sangue Negro” (2007), sugerindo que teria sido uma escolha superior Austin Butler.
A defesa feroz de Toni Collette
Toni Collette, colega de Dano, reagiu com indignação às críticas de Tarantino, antecipando-se às perguntas da imprensa em Sundance. “Realmente abordaremos isso? F***-** aquele cara!”, afirmou. Collette questionou a sanidade do cineasta: “Ele deveria estar chapado. Foi simplesmente confuso. Quem faria isso?”.
Os diretores de “Pequena Miss Sunshine”, Jonathan Dayton e Valerie Faris, também apoiaram Dano. Dayton sugeriu que a intensidade da atuação de Dano poderia ter incomodado Tarantino, classificando seus comentários como “constrangedores”.
O ataque original e o apoio massivo
A polêmica iniciou-se com as críticas de Tarantino ao listar “Sangue Negro” em quinto lugar entre seus filmes favoritos do século XXI, apontando um “defeito enorme” na obra: Paul Dano. O diretor descreveu o ator como “fraco e desinteressante”. A resposta da indústria foi rápida e majoritariamente favorável a Dano, com apoio público de figuras como George Clooney, Ben Stiller e o diretor Matt Reeves, que trabalhou com Dano em “Batman”. Outros também se juntaram à defesa, incluindo Simu Liu e Dillon Freasier, que atuou em “Sangue Negro” como garoto.











