
O mercado global de soja em 2025 registrou uma safra histórica no Brasil, enfrentando desafios climáticos na América do Sul e uma significativa participação da China nas importações. A análise foi realizada pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX, que também projetou tendências para 2026.
No Brasil, apesar da produção recorde, o Rio Grande do Sul experimentou perdas significativas devido a condições climáticas adversas. A maioria dos estados, no entanto, alcançou altas produtividades, assegurando uma oferta elevada de soja ao longo do ano.
A situação na Argentina apresentou incertezas climáticas, mas a colheita ocorreu em um patamar robusto. Ao consolidar a safra 2024/25, a produção global superou o consumo, resultando em estoques maiores e limitando movimentos de alta nos preços internacionais.
Conforme relatado pela StoneX, a demanda mundial por soja continua em crescimento, embora em um ritmo mais previsível. A produção acompanhou esse aumento, e nos últimos anos, não ocorreram quebras significativas que comprometeram o equilíbrio global, mesmo diante de oscilações climáticas.
No comércio internacional, as relações entre China e Estados Unidos voltaram a ser destaque. Após um período de tarifas e restrições, os países firmaram acordos que restabeleceram o fluxo comercial. Em 2025, a China focou suas compras na safra recorde do Brasil, importando mais de 85 milhões de toneladas de soja.
Com um acordo assinado em outubro de 2025, a expectativa é que a China adquira cerca de 12 milhões de toneladas de soja dos EUA até fevereiro de 2026. Nos três anos seguintes, as compras anuais podem alcançar 25 milhões de toneladas, volumes semelhantes aos registrados antes do aumento das tensões comerciais.
Perspectivas para 2026
As projeções para a safra 2025/26 permanecem otimistas. O Brasil está posicionado para estabelecer um novo recorde de produção, enquanto a Argentina deve manter bons resultados, mesmo com uma redução na área plantada. Nos Estados Unidos, a soja perdeu espaço para o milho, apresentando uma redução de 7% na área cultivada, que totalizou 32,86 milhões de hectares.
Ainda assim, a produção americana deverá ser elevada, estimando-se 116 milhões de toneladas, com uma produtividade média recorde de 3,56 toneladas por hectare. O cenário global continua a apresentar produção superior ao consumo, embora a diferença deva diminuir em 2026, mantendo elevados os estoques.
Embora o Brasil tenha potencial para aumentar suas exportações, a StoneX observa que o crescimento das importações chinesas já não é tão acelerado quanto em anos anteriores. Margens mais estreitas na indústria suína e um crescimento econômico moderado na China levantam dúvidas sobre a evolução da demanda. No entanto, o país continua a ser o principal destino da soja brasileira no mercado internacional.










